Os lucros e a impunidade na CGD

por Carlos Cunha | 2019.02.08 - 07:54

 

 

Paulo Macedo diz que a CGD apresentou lucros de 496 milhões de euros no último exercício, o que voltou a acontecer 6 anos depois.

O que ficou por explicar foi qual o contributo do aumento das comissões bancárias para esse lucro?

Quanto é que já conseguiram recuperar relativamente aos grandes devedores?

Quais as consequências para quem continua em incumprimento, como o sr. Berardo e o sr. Manuel Fino?

O que afetou os trabalhadores da CGD foi a má gestão de Administradores pagos a peso de ouro, que tomaram decisões ruinosas contrariando, na maior parte das vezes, as orientações da Direção de Risco, que desaconselhava esses empréstimos.

Nunca será demais relembrarmos que o prejuízo dos seus atos de gestão ruinosa deixou na CGD uma cratera de 1 700 milhões de euros.

Até quando continuarão esses administradores a passar ao lado do terramoto que causaram na CGD?

Por fim, faltou a Paulo Macedo agradecer o contributo forçado dos portugueses que estão a pagar através dos seus impostos a recapitalização da CGD e também aos clientes normais da Caixa, onde me incluo, que têm ajudado, e muito, o banco público a voltar aos lucros e que no mínimo exigem que se faça justiça para quem se serviu descaradamente da CGD.

 

(Foto DR)

Carlos Cunha é militante do CDS-PP de Viseu e deputado na Assembleia Municipal. Licenciado em Português/Francês pela Escola Superior de Educação de Viseu concluiu, em 2002, a sua Pós Graduação em Educação Especial no pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa.

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