Ópio do Povo

por Alexandre Borges | 2017.04.02 - 18:26

 

 

Ontem jogou-se um dos “clássicos” do futebol português. Benfica e Porto bateram-se na Luz pelos três pontos. Como houve empate a um golo os pontos foram divididos entre as equipas e um, como no caso de quase toda a banca portuguesa, esfumou-se, desapareceu.

Uma imagem curiosa do encontro, que certamente outros repararam e retiveram, foi a seguinte:

O jogo realizou-se a 1 de Abril mas juro que a imagem é verdadeira.

No dia seguinte a terem “vendido” o Novo Banco – aquele banco no qual o governo de Passos Coelho decidiu injectar 4 mil milhões de euros de fundos públicos – à Lone Star a troco destes injectarem mil milhões no seu próprio banco, António Costa e Mário Centeno, os principais responsáveis pela venda, ladearam na tribuna presidencial do Estádio da Luz Luís Filipe Viera, um senhor que deve mais de 600 milhões ao BES/Novo Banco/Banco Mau e que inexplicavelmente não são executados.

É capaz de parecer mal a todos os que, de uma maneira ou de outra, com os seus impostos, pagamentos de taxas e serviços bancários, etc, vão pagar as dívidas que não são suas (mais uma vez).

Dizem que o futebol é o “ópio do povo” mas aqui os lucros da venda dos opiáceos não há meio de aparecerem.

Natural de Canas de Senhorim. Licenciado em geologia pela UC.
Virulentamente bombeiro.
Gosta de discussões cordiais, de vaguear pelo mundo munido de auscultadores.

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