O voto é a arma do Povo

por Paulo Marques | 2019.10.05 - 00:04

Desde pequeno ouvia esta frase feita e que tanto sentido fez e faz.

Quando chega a hora de votar sempre me lembro da primeira vez. Em 1997, eleições autárquicas em Dezembro, o momento em que me senti cidadão.

Tive o privilégio e o orgulho, ao depositar o voto na urna, de fazer escolhas sérias e importantes para o futuro do meu Concelho.

O meu primeiro voto foi para o meu pai, o segundo para o meu tio, e o terceiro para um dos mais importantes e relevantes autarcas deste Distrito.

A escolha foi, obviamente, fácil, porque quando votamos em quem conhecemos, as dúvidas dissipam-se.

Nas eleições de Domingo fazem-se mais ponderações e escolhas diferentes, votamos no círculo Distrital, a olhar para o País inteiro.

Ainda aguardo o dia em que teremos dois círculos, um regime misto, em que cada voto contará, seja nos Partidos que elegem Deputados no Distrito, seja em qualquer outro Partido.

De qualquer forma, seja em que sistema for, é importante fazer escolhas, é importante votar e não deixar nas mãos de poucos a decisão que deve ser de todos.

Esta é a nossa arma, muitas vezes a única que temos para fazer valer as nossas ideias e opções.

Assim, há que exercer este direito tão bonito quanto importante, evitar a inércia de tantos que protestam e falam alto, mas na altura da decisão se abstêm.

Hoje e sempre, não é altura para sermos um Povo que não quer saber de nada, é altura de valorizar esta República que comemoramos, e até de homenagear quem vai a enterrar e muito lutou para que possamos exercer os nossos Direitos Constitucionais.

Viva a República, e viva o Voto. É quem vota que decide, não deixemos que outros o façam por nós.

Paulo Marques