O valeroso Almeida

por PN | 2019.06.16 - 20:30

Tenho andado um pouco arredado das agitações urbano-viseenses nestes últimos dias. Não porque um quarto com vista para o Atlântico me tivesse dado guarida, mas tão somente porque outros valores mais alto se levantaram.

Num breve “vol d’oiseuau” vejo que o nosso Almeida, façanhudo como sempre, se distraiu por instantes dos “comes & bebes” e se recentrou, peito às balas dado, em mais duas novíssimas e pioneiras causas, daquelas que, como um pisca-pisca, intermitentes, surgem  no acende-apaga que antecede a silly season.

Desta feita, apanhando o comboio do Centro Oncológico, espírito de missão envergado, foi a Lisboa, com muito sucesso berrar com a Marta Temido, a qual, não obstante o nome, toda se terá encolhido e deu-lhe (nos) tudo o que queria(íamos). Ou seja, antes que Almeida Henriques, o temível, partisse a loiça toda, naquele seu espírito e ademane tão ao Viriato tomado, resolveu em três penachadas o há muito pendente.

Logo de seguida (ou terá sido antes? – a ordem dos factores é arbitrária) empolado com o problema que a todos nós tanto aflige, o IP3, esse “logro“, essa “batota“, arregaçou as mangas e, vai daí deu a todo o lusitano povo mais um troféu, arrancado à força ao novato Pedro Nuno Santos, com extraordinário alcance e virilidade. Não tarda, o governo, cada vez mais temeroso destas poderosas arremetidas beiroas, vai dar-nos a tal “via rápida” por todos tão almejada.

Entretanto, jornais e televisões, ao assobio acorridos, a glória e louros deram ao triunfador.

Decerto esgotado, o valeroso, merece agora umas curtas férias, ou então, um qualquer retemperador wine festival. Corre, Sobrado!

Parabéns, amigo Almeida!

Paulo Neto