O que esconde o Executivo municipal viseense?

por PN | 2018.01.28 - 12:00

 

Segundo a oposição socialista à Câmara de Viseué incompreensível que o Orçamento e as Grandes Opções do Plano sejam disponibilizados pelo executivo camarário apenas 48h antes da reunião para a sua apreciação e votação. Um Orçamento de várias dezenas de milhões euros, dezenas de quadros de análise financeira e aproximadamente 300 páginas de documentos fundamentais para o interesse do Município e dos viseenses.”

Uma mente malévola conjecturaria, com alguma legitimidade, que a intenção seria só uma: Não terem tempo para sobre ele se debruçarem…

Mas diz mais:

“Os documentos apresentados em reunião de câmara provam que os vereadores do PS tinham razão quando propuseram aumentar o rendimento da classe média viseense, propondo uma devolução de 2,5% de IRS pela CMV aos contribuintes. No orçamento proposto, a participação fixa no IRS tem a previsão de mais de 3 milhões e 600 mil euros. O gáudio de se propagandear a estabilidade financeira do município colide com o reduzido “poder de compra” dos viseenses. Como um estudo recentemente publicado pelo Instituto Nacional de Estatística comprova, Viseu apresenta o menor “poder de compra” per capita das capitais de distrito da região centro e do interior do País. O município Viseu perde assim mais uma oportunidade de reagir em benefício das famílias, quando tinha folga para acomodar e todas as possibilidades para o fazer, assim como promover a atividade económica.”

Acusam ainda de…

“No Orçamento 2018 da CMV e demais documentações que o acompanha, continuam a não estar patentes e escrutináveis as verbas atribuídas ao marketing territorial, propaganda e eventos de animação urbana.”

A questão do RD aqui é simples: Porque esta opacidade? Ou se quiserem, esta falta de transparência? Que esconde o Executivo em matéria de gastos, decerto desmesurados, a propagandear o que não existe e em matéria de custos das “festarolices”?

Estranho que tal se esconda e, quando se esconde matéria desta gravidade, quando se priva a opinião pública deste conhecimento, decerto muito “embrulhado” em engenharias financeiras contabilísticas, o caso assume gravidade…

Acerca de Guilherme Almeida, “Os vereadores do PS questionaram o executivo sobre a veracidade de uma notícia vinda a público dando conta da nomeação de Guilherme Almeida, ex-vereador PSD da CMV, como “assessor para as aldeias”, o que seria incompreensível para o Partido Socialista conforme argumentos apresentados. Sobre este assunto, Almeida Henriques referiu não existir qualquer nomeação nesse sentido.

E porém, ela foi amplamente noticiada. Quem mente? Almeida Henriques ou a imprensa local que noticiou?

Curiosamente, ou talvez não, também a Rua Direita se tem frequentemente questionado sobre estas “incongruências” (trata-se de um leve eufemismo) praticadas por este executivo camarário, onde o parecer bate por KO o ser, onde a propaganda supera a realidade, onde a política para o concelho ainda não conseguiu descolar do “mais do mesmo”, ou seja, 6 anos de muito parra e pouca uva, muita pândega e escassa obra.

Muito mais matéria existiria… ficamo-nos por aqui. A vereação socialista da CMV está a fazer o seu papel. Pena é que muitas das suas propostas sejam liminarmente chumbadas, não pelo seu conteúdo e alcance, mas sim por serem da oposição oriundas. A democracia não está ao alcance de todos…