O empreendedorismo social na Escola

por Manuel Ferreira | 2015.08.10 - 12:11

 

      Na sociedade do nosso tempo, o empreendedorismo de natureza social tem uma função decisiva, pois existe ainda um relativo vazio, no que concerne a esta área na oferta de expressão estatal e privada.

Assim, faz todo o sentido que na Escola se criem Clubes, com uma vocação de voluntariado, prontos a responder a um problema estrutural e que se prende cada vez mais com o crescente envelhecimento da população e o consequente desequilíbrio nas prestações sociais.

Esta nova forma de empreendedorismo, que inclui a dimensão social, chama a atenção e exige uma nova forma de articulação da liberdade individual com a responsabilidade social.

Deste modo, é importante que nas Escolas os nossos alunos aprendam a exercer uma cidadania responsável com intervenção comunitária.

A ideia é obrigar-nos a todos a alterar o registo e a centrarmo-nos numa mudança civilizacional, pugnando por uma sociedade mais proactiva, mais dinâmica e mais envolvente.

Se assim procedermos, estamos a melhorar as condições de vida das pessoas e a fazer com que estas tenham a possibilidade de receber apoio em casa e a oferecer-lhes um conjunto de soluções alternativas para as suas diversas necessidades sociais, sem assumir encargos financeiros.

A criação por parte das Escolas desta oferta baseada em Clubes de voluntariado será uma tentativa de resposta às lacunas e limitações do mercado e ainda à fraca resposta estatal. É que os serviços disponibilizados neste sector são ainda muito marcados pelo lucro privado, o que impede o acesso de muitos cidadãos ao usufruto dos mesmos serviços.

Assim, o empreendedorismo social em geral e nomeadamente a criação de Clubes nas Escolas são uma ferramenta importante na diminuição da exclusão social e na luta por uma maior equidade e justiça social.

Na verdade, trata-se de desenvolver competências empreendedoras, permitindo aos alunos que desenvolvam atitudes e comportamentos com vista a uma sociedade em que os valores da dignidade humana sejam uma feliz realidade.

Manuel Ferreira tem 49 anos e nasceu em Lamego. Casado, dois filhos. É licenciado em Filosofia pela Universidade de Letras do Porto. Possui a Especialização em Administração e Gestão Escolar e é Mestre em Filosofia em Portugal e Cultura Portuguesa.
Militante socialista desde 1996, foi membro da Assembleia Municipal de Lamego entre 1997 e 2001 e Secretário do Gabinete de apoio do pessoal do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lamego entre 2001 e 2005 e membro da Comissão Política durante vários anos.
Atualmente é Presidente da concelhia de Lamego do PS e membro da Comissão Política da Federação de Viseu.

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