O defeito de honrar a escrita / Um cobarde não intimida, vomita

por Paulo Neto | 2017.10.23 - 13:59

 

 

Desde sempre fui educado na ideia de que devemos honrar quanto escrevemos, apondo-lhe o nosso nome.

Poderá não se agradar a todos, tudo quanto se escreve, porém, tudo o que é escrito é assumido por quem escreve; é tornado público por quem escreve; é a opinião de quem escreve, partilhada e assinada.

Desde sempre fui educado na ideia de que todos quantos escrevem ao abrigo do anonimato, não honrando o seu nome, não assumindo com a identidade o escrito, são meros cobardes, pulhas, indivíduos sem hombridade nem carácter.

Todo aquele que se esconde atrás de um nome falso – não, não falamos de pseudónimos de Homens justos, como Miguel Torga, que o usou uma vida inteira por motivos de outra ordem – falamos daqueles que têm a vileza em inversa proporção ao tamanho dos “tomates”, daqueles que são homens por acidente biológico e nunca atinam a assumir essa qualidade na sua pseudo-prática cidadã.

Talvez por isso, de vez em quando, ao abrigo da tal soez prática, endereçam-nos os vómitos de fel mesquinhos, acanalhados, cobardes e sem rosto. Apenas deixam um vestígio, um indício, um IP…

Mas percebe-se claramente de onde vêm, porque mostram onde lhes dói. Sair à praça pública a terçar armas… é que já não tem nada a ver com essas “ratazanas”. Sustentar o que vomitam com argumentos e fundamentos, foge-lhes do ímpeto, do jeito, do saber, da arte.

Fazem umas ameaças, alardeiam uns insultos, evacuam quanto lhes ocupa o cérebrozinho… estampidos de pólvora seca, pela calada esconsa da noite.

Se com esse agir julgam intimidar… tirem daí a ideia. Um cobarde não intimida, vomita. E dá-nos uma certeza, quando assim reage: que segue quanto escrevemos, que aquilo que escrevemos o incomoda e, quando aquilo que escrevemos incomoda esta escória, uma coisa se levanta como certa: a de que estamos no bom caminho, do qual ninguém nos afastará.

Até e porque a Rua Direita é uma plataforma que nunca cobrou um cêntimo a ninguém, até ao presente, e não vive das esmolas dos poder como muitos que por aí pululam, subservientes, de cerviz vergada e mão estendida ao dobrar das 4 esquinas, muito incomodados quando são desmascarados…