O caudal subterrâneo do Pavia

por PN | 2018.06.09 - 14:21

 

 

Assim parecem as “revoluções” que acontecem no aquário freático do Rossio.

Remodelações profundas na estrutura do pessoal dirigente, qualquer coisa a soar eventualmente a colocação de fiéis em lugares-chave.

Reestruturações na Viseu Marca, organismo onde pontifica o “grande Sobrado e família” e agora revitalizada com rostos novos com reconhecida experiência, mérito e muito traquejo na área, Paula Gomes e Pedro Figueiredo. O empresário-veterinário da “berra”, João Cota, cedendo o lugar, decerto para se dedicar com mais ênfase à área onde se consagrou como especialista, o da comunicação social.

Do município, sempre estertorando em polémicas como a do Cine Clube de Viseu, como o das largas centenas de emprego que o autarca-mor tem criado mas que permanecem no limbo da invisibilidade, como o dos “bronzes” ganhos em Los Angeles pela magna e extraordinariamente prenhe de sucesso campanha “2017 – Ano Oficial para Visitar Viseu”, mais um fiasco deste executivo que corre o risco de passar à história municipal, como o “Executivo-Flop”… Los Angeles é o que está a dar e se eles ficaram impressionados com Viseu, não tarda, temos aí milhares de USA cidadãos a desembarcar no AIM – Aeroporto Internacional da Muna.

Quanto terá custado este atordoante Óscar USA Prize? Em matéria de gastos, este executivo é muito cauteloso. Pelo menos na “blindagem contabilística”.

A Smart City também está a dar resultados, prevendo-se que nos próximos 10 anos, Viseu, fruto desta “escolaridade obrigatória” se torne uma referência urbana mundial e um modelar exemplo a ser seguido pelas megapolis mais civilizadas do planeta, todas ávidas em copiar as grandes linhas mestras deste grande mestre da ilusão e da inteligência artificial.

E só a mero título de exemplo, pois a lista é infindável…

Entretanto, Almeida Henriques, enquanto “colega cronista” lá vai espraiando suas lamuriosas lamentações nas “Terras do Demo” do CM. Nesta última 3ª feira muito bem titulada de “O colapso”, também sinónimo de síncope, desmaio, desfalecimento, chilique, fanico, provavelmente num íntimo e profundo exercício introspectivo-reflexivo da sua prática autárquica, para, dentro da sua centrada análise-ponderação da política nacional, concluir, olhando o orgalho no olho alheio, que “os grandes sectores do estado social estão num coma profundo”. Assim mesmo, de memória curta e pena afiada. Costa que se cuide, pois já deve estar “ligado à máquina”…

Enfim, porque hoje é sábado, a pachola para tanta paródia (ou ode cantada a par) gasta-se nos olhos cansados de tanto ilusionismo e no ciente acriticismo de cidadãos que se vão gradualmente alheando de todos os vírus e spam por aí pululantes. Até lhes bater à porta…