O amargo regresso aos lucros da Caixa Geral de Depósitos

por Carlos Cunha | 2018.02.04 - 10:01

 

 

A Caixa Geral de Depósitos voltou aos lucros um ano antes do esperado.

A receita é a mesma de sempre: pôr todos os clientes a pagar mais comissões e nem  os mais velhos e com menos recursos escapam à voragem.

Refiro-me em concreto àqueles que apenas têm uma singela caderneta e que normalmente fazem o levantamento da sua pensão mensal de 365€ a um balcão da Caixa, o que é bastante comum. Estes pensionistas passaram a pagar 1 euro pela prestação deste serviço.

Vergonhoso é o mínimo que podemos dizer sobre este esbulho do banco público àqueles que são mais vulneráveis.

Todos sabemos quem descapitalizou a Caixa. O Banco de Portugal assistiu com a passividade costumeira, como assiste hoje ao saque que está a ser feito através do estrondoso aumento das comissões pagas pelos serviços prestados.

O Banco de Portugal nunca se importou com a idoneidade e capacidade dos administradores da Caixa para a função, a maior parte destes ascendeu a estes lugares de topo, por via política. Pena é que as suas capacidades técnicas para o exercício das funções tenham sido quase exclusivamente aferidas a “olhómetro” pelo principal regulador do sector financeiro em Portugal.

Enquanto aqueles que em nada contribuíram  para os  dias negros da CGD pagam hoje o seu regresso aos lucros, aqueles que a levaram ao precipício continuam por aí a pavonear-se.

Até quando?

 

 

Carlos Cunha é militante do CDS-PP de Viseu e deputado na Assembleia Municipal. Licenciado em Português/Francês pela Escola Superior de Educação de Viseu concluiu, em 2002, a sua Pós Graduação em Educação Especial no pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa.

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