Nelas, Borges da Silva insiste em “partir” o PS?

por PN | 2019.01.08 - 11:32

 

 

Ao longo dos mandatos, as controvérsias em torno do presidente da autarquia de Nelas têm sido muitas.

Porém, o certo é manter-se no cargo apesar das suas atitudes serem cada vez mais autocraticamente polémicas. Vicissitudes negativas da democracia… Um autarca, e já o escrevemos aqui, que se afasta radicalmente do programa que lavrou e por ele induziu ao voto os seus eleitores, deveria sofrer disso consequências.

Qualquer deslumbrado megalómano, como se vêem por aí aos “pontapés” pode apresentar-se a sufrágio com uma extraordinária cartilha de intenções e por elas ser eleito. Uma vez no lugar, vira a 180º, nada faz do prometido, antes o oposto praticando e nada sofre por isso. Está mal!

Borges da Silva – alguns “Borges” parece serem virais para o PS – já teve problemas graves com o seu vereador Alexandre Borges, que provocaram a ruptura total deste com aquele.

Já teve problemas graves com a sua vereadora Sofia Relvas – no que foi adjuvado pelo inefável Cota da Airv – que exonerou (ou não) a 11 de Setembro de 2018… numa triste tragicomédia que deixou mal todos os envolvidos.

Agora, acossado ou não por motivos eleitoralistas ou outros, ao nomear para chefe de gabinete plenipotenciado, Luís Pinheiro, a quem o PS local chama o “presidente do concelho de Canas de Senhorim” (não esquecer as lutas fracturantes que este encabeçou contra Nelas e pela “autonomia” de Canas), ao pretender entregar-lhe responsabilidades de pelouros como a Educação, etc., ao consultar membros locais do PS, deles ouviu:

Na opinião dos presentes, o professor Luís Pinheiro não reunia condições para assumir qualquer cargo de responsabilidade ou de confiança política na Câmara Municipal de Nelas, quer pelas suas posições contra a unidade do concelho de Nelas, quer pela forma antidemocrática e violenta como perseguiu os seus opositores, quer pela posição que teve nas últimas eleições autárquicas contra o programa do Partido Socialista e o seu candidato (Dr. Borges da Silva), entre muitos outros motivos políticos apontados. O Presidente da Câmara Municipal de Nelas, em clara ruptura com os que sustentaram a sua candidatura em 2017, acaba por transformar este opositor em seu braço direito e responsável pela execução do seu programa.

Perante estas decisões e cisões reiteradas, a CPC do PS Nelas reuniu, tendo o seu presidente pedido a demissão, e tendo os militantes manifestado “unânime repúdio” perante a decisão de Borges da Silva, também por invocada “quebra de confiança e a lealdade ao programa eleitoral“. Posteriormente, mais 10 militantes da CPC e do Secretariado apresentaram a sua demissão, retirando quórum ao órgão.

Da Federação do PS Viseu, liderada por António Borges – serão primos? – o silêncio permanece seu timbre e tom, mantendo-se aparentemente alheado deste e doutros problemas, agora que as europeias e as legislativas se aproximam a passos largos, passos largos esses que António Borges não desdenharia dar, ali para os lados de Bruxelas… Que Santa Gúdula, a padroeira local o leve.

 

(Foto DR)