Mundos internos

por Cátia Figueiredo | 2017.04.01 - 00:03

 

 

 

O que não se sabe, são as versões pessoais. Sabem-se as notícias, os tratados, as leis, as mudanças.

Mas o que não se sabe, porque quem está a sentir ainda não conta, são as reacções pessoais a este estado de sítio. Cada um lida com o choque de maneira diferente: uns fecham-se, outros negam, outros mexem-se, outros falam alto e outros espingardam como podem.

Tudo se mexe, mas em círculos, com marchas, opiniões e choque. Ainda estamos no ponto de entender onde estamos e, acima de tudo, onde podemos estar. O que se vê não é o que se sente, de raiz.

Vêem-se mais estados de alarme mascarados: justificações, teorias e comportamentos motivados pelo medo.

Vejo os Minimalistas, os Justiceiros, os Vegans, os Filósofos, os Niilistas, os Cépticos, os do Contra, os das Teorias das Conspiração, os Crentes, os Humanistas, os Ecologistas.

Concordo com alguns, sim…mas é pelo medo que a vox populi se controla e não nos estamos a permitir falar sobre ele. A Ignorância tomou o pódio, e eu? Temo por nós.

Hajam corações que batem nisto tudo.

 

 

 

 

Estudante de Medicina Ayurvédica, Yoga e Psicologia de Aconselhamento. Residente lá fora.

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