Meios a caminho. Escuto.

por Pedro Ribeiro | 2018.05.02 - 14:15

 

Marcha Geral das operações.
É basicamente um conjunto de etapas que regem qualquer intervenção em socorro, seja ela de carácter de incêndio urbano, florestal ou acidente. Assim, temos por exemplo, após o alerta, o despacho de meios, o reconhecimento e o ataque ou a intervenção no sinistro. Até aqui devo estar a falar chinês mas se referir a nova localização dos bombeiros municipais de Viseu certamente faz-se luz a quem lê. Ainda pouco explicada esta mudança para o aeródromo sabemos que ficará na cidade uma equipa em prontidão. Ótimo, valha-nos ao menos isso, mas… Sempre o chato do “mas”, é que raramente uma intervenção se fica pela primeira disposição de meios, falemos então no reforço dos mesmos.

Passa a cidade a contar com esse reforço de meios a pelo menos 20 minutos da cidade tendo como referência a Sé de Viseu, isto para um veículo ligeiro num trajeto sem trânsito. Extrapolemos para um veículo pesado e com 3000 litros de água e temos o caldo entornado em bom português. Não referi os voluntários?  Propositadamente já que a responsabilidade do ato de socorro no concelho é da corporação municipal até porque podem não haver meios humanos voluntários para a saída pois são isso mesmo. Voluntários e cada vez menos. Mas não custa nada referir também que estão lá para Rio de Loba, extremo com Britamontes.

Deixemos a Sé e o centro histórico que pouco parece importar a quem percebe destas coisas. Silgueiros. Ficará a pelo menos 30 minutos. Boaldeia tem mais sorte; a 25 minutos do tal reforço. Outeiro de Povolide, idem. Fail a 20 minutos. Tudo isto para o tal ligeiro sem trânsito no trajeto.
Não será exagerado dizer que Viseu poderá ser caso único no país onde o socorro estará a uma tal distância do centro da cidade e fora do perímetro urbano. Enquanto que em qualquer lugar as secções vão para longe, aqui vai a sede. Ao contrário que parece mais moderno.

Claro que todos nós entendemos que não havia outra forma. Afinal ali junto às bombas do Jumbo aquele edifício e terreno camarário espera certamente a especulação imobiliária. Situação prioritária a qualquer outra coisa, mesmo sendo ela a salvaguarda de pessoas e bens.

E a culpa? De quem continua a assobiar para o lado, a votar de cruz e a partilhar a melhor cidade para se pagar um diploma que diga que somos a melhor cidade para viver.
Muita força para o futuro aos enormes profissionais do socorro que compõem o Corpo de Bombeiros Municipais de Viseu. Que a nova casa seja repleta de sucessos.
A bem da Humanidade e, segurança camaradas.

Membro comissão política conselhia CDS Viseu

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