” João Paulo Rebelo tem o exercício dele manchado pelo sangue do adepto que morreu”, afirma Francisco J. Marques, do FCP

por PN | 2017.12.28 - 11:54

A labareda surgiu após uma entrevista do jovem viseense e SE da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo à Rádio Renascença, quando afirmou a propósito do momento vivido no futebol português.

“Não há, no meu quotidiano, com quem fale que não reconheça que, efetivamente, hoje, as coisas estão para lá do que seria desejável, do ponto de vista de um discurso inflamado que nada tem que ver com o desporto e com os valores do desporto. Competitividade é uma coisa, outra coisa é agressividade e partirmos para discursos que incitam atitudes menos compaginadas com o que são os valores do desporto”

A este comentário, retorquiu Francisco J. Marques, director de Comunicação do FCP:

“Estas declarações são lamentáveis, porque os problemas do futebol português não se cingem à maior ou menos dramatização do discurso ou maior volume dos discursos dos dirigentes e adeptos. Estão a acontecer coisas muito graves no futebol português, estamos a viver o maior escândalo desportivo em Portugal, como a seu tempo ficará claríssimo. E o que disse o secretário de Estado até hoje? Zero”.

E acrescentou, referindo-se à claque “No Name Boys” e a JP Rebelo:

“Um secretário de Estado que nada faça para impedir este tipo de comportamentos por parte dessa claque só tem um caminho: demitir-se ou ser exonerado. A ação dele tem sido nefasta ao futebol português, é cúmplice nestas coisas. João Paulo Rebelo tem o exercício dele manchado pelo sangue do adepto que morreu. Porque isso aconteceu em abril e até agora não se ouviu uma ação contra essa claque. Essa claque tem histórico de mortes. O que fez? Zero. O que é que o instituto público sob a jurisdição dele fez até agora? Zero“, concluindo: “O doutor João Paulo Rebelo não é isento, não é um governante que olhe para os cidadãos da mesma maneira. Não fez nada e até agora ninguém fez nada. E anda preocupado com o que se conversa. Diz que é preciso ter penas mais severas. Isso é o quê? Pena de morte? Governar é uma outra coisa. Para que serve um secretário de estado destes? Para nada.”

Perante a dureza impiedosa destas graves acusações, espera-se a todo o momento uma inquestionável tomada de posição por parte do visado, por forma a que os portugueses não concluam que “Quem cala consente“….

 

(Foto DR)