Insolventes? Quem, nós?

por PN | 2019.02.17 - 19:18

 

 

Dizem as notícias que a Controlinveste pediu a insolvência com uma dívida às costas de 548 milhões de euros.

Joaquim Oliveira, o empresário da Olivedesportos, o homem do DN e JN, et all, entrou em decadência. Entrou?

Luís Montez, genro de Cavaco Silva, não era (?) também seu sócio na Controlinveste?

 

Joe Berardo, o empresário madeirense terá feito um aval pessoal à CGD de 38 milhões de euros. Mas o danado do dito aval não aparece. O que se sabe é que há muito eram conhecidas no seio do banco público as imparidades de Berardo, que só em 2008 atingiam os 200 milhões. Mas só foram registadas em 2015. O administrador era Carlos Santos Ferreira.

Carlos Costa, o actual governador do Banco de Portugal, administrador da CGD de 2004 a 2006, não esteve ausente aquando da concessão dos maiores empréstimos. Por exemplo, Vale do Lobo = 170 milhões.

A administração da CGD perante a degradação das garantias, nada terá feito. Os maiores créditos contraídos, foram-no entre 2006 e 2007. De 347.462.707,89 euros, havendo contudo uma carteira de títulos do BCP como garantia de dívida. Porém, a sua crescente desvalorização (luz vermelha acesa!) deveria ter levado a CGD à sua venda imediata. Não o fez.

Carlos Santos Ferreira é entretanto substituído por Faria de Oliveira, actualmente Presidente da APB – Associação Portuguesa de Bancos. Que se saiba nada de relevante foi feito para travar e obviar ao descalabro.

A Fundação José Berardo e a Metalgest viviam ou vivem um pesadelo calamitoso.

Existia um aval pessoa de Joe Berardo à CGD no montante já referido de 38 milhões de euros. Segundo o jornal “Público”, “um aval pessoal é um título executivo que permite à entidade que o recebe, solicitar, a qualquer momento, ao tribunal que “vá atrás” de património do devedor para que este liquide as suas dívidas. O património de Berardo escapou, assim, a esta cobrança coerciva.”

Mas afinal não existe. Ou se existe ninguém sabe dele. Também estamos a falar de “peanuts” ou de trocos. Apenas 38 milhões.

Será possível estas coisas acontecerem? Pelos vistos, perante os factos e até cabal apuramento da verdade, aconteceram. Como? Boa pergunta…

O “Jornal de Negócios” refere com toda a clareza, “os 25 maiores devedores, no período entre 2010 e 2015, provocaram prejuízos de 1.310 milhões de euros ao banco público. As perdas contabilizadas de sete deles chegaram a quase 600 milhões de euros.

O mesmo jornal analisa os 25 maiores devedores à CGD. Metade desses devedores está falida. Os créditos reportam a 2010-2015. Segundo o mesmo órgão de CS: “Sete desses devedores eram Artlant, Birchview, QDL, Fundação Berardo, Investifino, Finpro e Metalgest. Esses sete receberam mais de mil milhões de euros de créditos e provocaram quase 600 milhões de perdas contabilizadas.” Com perdas superiores a 100 milhões há quatro casos: La Seda/Artlant/Júpiter; Manuel Fino/Investifino, Joe Berardo, Autoestradas do Douro Litoral.

De fora não ficam  “a Birchview, responsável por um empreendimento na região da Quinta do Lago; o grupo MSF (antigo Moniz da Maia, Serra & Fortunato); a PFR Invest, uma empresa municipal de Paços de Ferreira; a Promovest, cujo ativo principal era o empreendimento de luxo Jardins do Mondego, em Coimbra; a Obriverca, que teve Luís Filipe Vieira, atual presidente do Benfica, como um dos fundadores.

Entretanto, estimado leitor, para mudar de assunto… Já reparou que os combustíveis têm vindo a aumentar quase todas as semanas? Ou já se habituou e não liga a isso? Está como a ENMC?

Olhe atentamente para o gráfico da “média anual do barril de petróleo”… Não lhe diz nada?

 

(Foto DR)