“Hoje quem não comunica não existe”, afirma Almeida Henriques…

por PN | 2017.04.11 - 16:41

 

… Talvez por isso já haja quem se refira ao “síndrome do holofote falante” e já haja vereadores e deputados a questionarem-se (sem resposta) quanto é que, afinal, este Executivo viseense gastou em “comunicação” neste quase 4 anos de mandato, prenhes de charivari mas alfeiros de sadias crias…

Nas nossas contas redondas, pois a contabilidade camarária, nesta matéria aparece como o Forte Knox, inviolavelmente blindada, este executivo despendeu umas centenas de milhares de euros na matéria, para divulgar vinhos, festarolas de gosto duvidoso e improfícuo alcance, a figura do seu edil-mor e, essencialmente uma cidade virtual que é a primeira em tudo, não sendo primeira em nada, mas, candidata a Património da Humanidade, desiderato que muito nos orgulha e para o qual fazemos positivas figas e desejamos os melhores auspícios.

O contribuinte paga todo este forrobodó nos seus imis, nos seus iucs, nas suas derramas e et all.

Segundo a respeitável opinião de muita e boa gente, devemos comer e calar e, se possível ainda, prestar encómios a este deslumbrado e perdulário despesismo, fruto da política neo-liberal deste autarca e da sua visão consentânea de “comunicação”, de divulgação de imagem (a sua ou a da cidade) e da publicidade, em geral.

Por isso, a maior parte das campanhas são de gosto mais que duvidoso, na nossa óptica, e de ineficaz alcance, pois são portadoras, em efeito de “boomerang”, de uma lastimável carga de ridículo que deveria envergonhar a maior parte de quem nela está envolvido e de quem dela tira lautos proveitos.

E estes não são os viseenses, em geral, nem a nossa cidade em particular, mas sim, a imagem do autarca, os negociantes de vinhos, os marketers, a comunicação social que vive destes patrocínios e alguma hotelaria, em geral. Peço desculpa se deixei alguns de fora…

Provavelmente pelo apontado, publicidade do tipo da apresentada em “abertura”, que aparece numa revista nacional de distribuição gratuita, traz-nos o velho e decrépito, porém luzidiamente emplumado, pavão do Fontelo, também ele eventual imagem de marca de Viseu ou Viseu Marca. A derradeira hipótese, meramente conjectural, é ser afinal a imagem do alter-ego de alguém…

 

Uma nota para reflexão (cortesia de JC):

“Na era da cidade como marca a cidade transformou-se num espectáculo permanente, num recinto de entretenimento para uma pequena burguesia planetária que vê em qualquer vivência, por mais ínfima que seja, a oportunidade última de redimir a aridez e a tristeza da sua vida quotidiana.”

Pedro Levi Bismarck