Hélder Amaral e a “parte positiva da tragédia” ou como “dar beijinhos no dói-dói”…

por PN | 2017.06.18 - 13:03

 

 

Hélder Amaral, o “guerreiro” do CDS-PP, quando não está ausente por Angola ou pelo seu Sporting, aparece como líder local da democracia-cristã a impingir “coelhos que tira da cartola” ou, num acto de muita “oportunidade” política, a contabilizar a desgraça, a calamidade e a morte colectiva para fazer a sua política de ataque nacional.

Numa rede social, vestindo o fato conveniente da consternação e da solidariedade, aproveita para criticar autarcas e bombeiros, autoridade nacional de protecção civil, o presidente da república…

Esquece-se que a “prevenção-prevenção-prevenção” – três vezes repetida (bis placenta repetita ou, aquilo que é repetido agrada) deveria ter sido também uma das cruzadas de anteriores governos – sem esquecer o “dear” PàF –  e, porque não, também preocupação de um presidente da República, Cavaco Silva, que o foi de 2006 a 2016 e foi primeiro-ministro de 1985 a 1995.

Ademais, o cinismo da expressão “dar beijinhos no dói-dói”, ataca um presidente sério e faz uma chicana politiqueira com a dor e a morte de muitas dezenas de cidadãos, que lhe deveriam merecer respeito.

O conselho que deixa de “levar muito a sério”, na sua boca, senhor deputado-comentador-da-bola, é um despropósito, uma tentativa de insulto e culpabilização e um mero oportunismo no meio de tanto sofrimento.

Tenha pudor e pareça sério, porque decerto o é,  não usando a tragédia como ignóbil arma de arremesso, que, em efeito de boomerang lhe pode vir a bater no “toutiço”.

 

(foto DR)