Gralhas ou mentiras do Gabinete de Comunicação da Câmara de Viseu?

por PN | 2017.08.14 - 20:43

 

 

Dos vereadores da oposição do PS Viseu ao Executivo municipal, Rosa Monteiro e José Junqueiro, recebemos a “proposta de correcção” que segue:

 

“Proposta de arquitectura vencedora para a cobertura do Mercado 2 de Maio não foi votada por unanimidade, mas apenas dada para conhecimento na última reunião de câmara (10.08.2017). 

Os vereadores do partido socialista na Câmara Municipal de Viseu vêm retificar a noticia divulgada em alguns meios de comunicação social da região, uma vez que “a adjudicação da proposta de arquitectura vencedora para a revitalização, valorização e cobertura do Mercado 2 de Maio”, ao contrário do indicado no comunicado de imprensa do executivo, não foi votada (muito menos por unanimidade) pois apenas estava para conhecimento (como se pode verificar no excerto da OT que se anexa).

A este propósito solicitaram já ao Presidente da Câmara, por e-mail, a devida correção da informação divulgada e a reposição da verdade dos factos. “

 

O que daqui se conclui enferma de alguma gravidade e, pior do que isso, deixa campo aberto a conjecturarmos se esta gralha ou mentira denunciada pelos subscritores é árvore ou floresta.

Ou de outro modo dito, estaremos perante uma sistemática distorção da verdade factual – e se for assim teremos que começar a pôr em causa todos os comunicados do executivo viseense – ou apenas de uma falácia pontual que até poderemos apodar de gralha, para minimizar a sua enorme gravidade?

E contudo, é cínico dizer que uma proposta foi votada quando apenas foi apresentada. Mas mais perverso ainda é “fabricar” uma votação e dá-la por unânime, quando não existiu.

Na prossecução das más práticas, a cereja em cima do bolo aparece quando de duas mentiras se faz um press release para a comunicação social divulgar.

O gabinete de comunicação da Câmara deveria ser auditado neste procedimento e, caso fosse de sua lavra e voluntarismo esta ficcional interpretação dos factos, pouco seria um procedimento disciplinar a quem é dele responsável.

Ou então, ideia peregrina na qual não cremos, esta foi a verdade” de conveniência e oportunidade que o Executivo lhes fez chegar às mãos.