Finalmente pronta a obra de requalificação do Parque Radial de Santiago. Ufa!

por PN | 2017.07.05 - 14:03

O Parque Radial de Santiago empreendido pelo executivo de Fernando Ruas com financiamento comunitário, se nunca se apresentou em toda a prevista dimensão, nos últimos anos vinha a ser objecto de um processo contra-natura de decadência onde o desleixo, o laxismo, a incúria e a negligência eram por demais visíveis em toda aquela estrutura de lazer e desporto para manutenção dos munícipes e demais utentes.

O Rua Direita não se cansou nos alertas dados e na constante publicação de indesmentíveis imagens que provavam o inequívoco estado de abandono e mau trato desta estrutura.

Finalmente, aí por meados de Fevereiro, Almeida Henriques mostrou alguma vergonha e veio anunciar com a costumeira pompa a requalificação de todo o espaço para estar pronto daí a 90 dias. Tirando o desculpável atraso de 2 meses na conclusão das obras requalificadoras, veio agora o autarca, com a chusma de holofotes de serviço, proceder à reinauguração da estrutura, já em tempos inaugurada pelo seu antecessor e grande amigo de peito, Fernando Ruas.

Os viseenses terão agora um Parque Urbano redignificado e com as condições que merecem para a prática do desporto e manutenção física. Não era sem tempo. Parabéns à edilidade, apesar de ainda faltar bastante do previamente prometido, já é um grande passo dado. Viseu Faz Bem (à saúde, supomos!).

Com uma particularidade, e esta quase anedótica: Na sua página pessoal do Facebook, Almeida Henriques – que não é muito exímio em coisas de escrita (as crónicas no CM são disso exemplo), no élan da notícia, escreve:

“Inaugurei hoje o Parque Urbano de Santiago, crianças, jovens, adultos, seniores, mães com carrinho de bebé,… neste novo pulmão verde, num espaço de desporto e laser concebido para uma fruição intergeracional. Desfrutem, preparámos o projeto e a execução com todo o carinho. Viseu Faz Bem!…”

Perdoe-se-lhe a pesporrência retórica.

Perdoe-se-lhe a 1ª pessoa do singular, tão própria do seu egocentrismo.

Perdoe-se-lhe o ter-se esquecido de Fernando Ruas – aquele que fez e inaugurou.

Perdoe-se-lhe a oportuna reinauguração a uns dias das eleições.

Perdoe-se-lhe a toga já pouco limpa da propaganda mediática.

Perdoe-se-lhe ter feito desta “inauguração” a jóia da coroa do seu mandato, por falta de outras obras que se vejam.

Mas não se lhe perdoe que tenha anunciado “laser” no Parque — Light Amplification Stimulated Emission of Radiation, quando, em bom português de lei, se deveria ter ficado pelo”lazer”. Sabemos que Viseu é uma aspirante a smart city, mas…

Acontece, quando o sapateiro vai além do chinelo…

Do dicionário:

“As palavras lazer e laser existem na língua portuguesa e estão corretas. São, contudo, palavras com significados diferentes, devendo ser usadas em situações diferentes.

Lazer e laser são também pronunciadas de forma diferente. Lazer é uma palavra oxítona, tendo a sílaba zer como sílaba tônica. Laser deverá ser pronunciada lêiser, como a sua forma original em inglês, sendo assim uma palavra paroxítona, com a sílaba la como sílaba tônica.

Lazer

O substantivo masculino lazer refere-se a um tempo livre, de folga, para a realização de atividades de divertimento ou repouso. Tem sua origem na palavra em latim licere.

Laser

A palavra laser é um estrangeirismo. É uma sigla em inglês que significa uma amplificação de luz por emissão estimulada de radiação (Light Amplification Stimulated Emission of Radiation). A palavra laser manteve-se fiel à sua forma original, devendo ser lida em inglês, ou seja, lêiser.

Sendo um estrangeirismo, o mais correto será escrever laser em itálico ou entre aspas, indicando sua condição de palavra estrangeira.”

Uma das dezenas de notícias publicadas pelo RD (se quiser aceder a mais, pesquise na plataforma em “Radial de Santiago”, sff).

Que mal fez a Radial de Santiago a Almeida Henriques?