Eu é que sou o responsável

por Vítor Máximo | 2018.04.07 - 12:50

 

 

A responsabilidade de quem vai a votos não termina depois da contagem e da eleição do vencedor.
Quem perde e decide continuar, tem a obrigação de justificar os votos confiados e mostrar sem margem para dúvidas que os mereceu e que pretende ganhar mais e mais. Isto só se consegue com trabalho, dentro do partido caso não seja independente  e junto das pessoas mantendo-as informadas das nossas intenções, propostas e da direção que pretendemos levar.

Quanto a quem ganha a responsabilidade deve ser imensa. O compromisso tem que ser total e sem reservas. Não basta esfregar as mãos de contente porque sabem de antemão que a cor da camisola só por si já garante o caneco. Não é difícil gerir uma cidade, um país quando as contas já estão feitas. Não importa o que se diz, o que se prometeu, o que não se fez nem fará e muito menos quem lá está,  basta vestir o equipamento certo, o resultado não muda.
Isso incomoda-me e muito.
Incomoda-me o simples fato de eu poder ter uma proposta tão boa como os demais, mas porque pertenço por convicção a um partido mais pequeno, fico logo associado à derrota e a uma menor capacidade.
Fui com grande prazer e sentido de dever candidato a uma junta de freguesia de Viseu em outubro e durante a campanha uma senhora sábia e sabida disse-me algo que não esqueci:
– Ó meu querido, você faça o que quiser mas eles podem lá por um macaco que você perde na mesma .
No meu caso não foi um macaco , mas sim alguém a quem reconheço competência e seriedade. Mas percebi a ideia e foi taxativo .
Perdi.
E não gostei de perder.
No entanto percebi que não basta aparecer mesmo que bem preparado. É preciso mais. Bem mais.
No entanto, outros são eleitos com as  promessas habituais, andam de peito feito de escolinha em escolinha porque é de pequeno  que se cria a laranjinha e adoça a boca aos papás,de festa em festa , foguete daqui folclore de acolá quanto ao resto nem se fala e nem se pergunta .
Afinal de contas que não tem feito este executivo?
Vamos começar.

1- A academia do  futebol em Mundão, penso que se lançou apenas a primeira pedra;
2- Parque empresarial de Lourosa que ainda não arrancou;
3- Melhorias no Parque Industrial de Coimbrões, que também estão por fazer;
4- As obras no Estádio no Fontelo, nomeadamente na bancada coberta que não se sabe quando começarão;
5- A Unidade de Saúde Familiar da Rua das Bocas, que ainda não saiu do papel;
6- A cobertura do Mercado 2 de Maio, que teima em não aparecer;
7- As obras no Mercado Municipal que continuam no plano virtual;
8- As obras na Central de Camionagem que também estão no plano virtual;
9- As obras no recinto da Feira Semanal que permanecem na gaveta;
10- A instalação da Polícia Municipal, no Centro Histórico, que nunca mais se vê;
11- Os Hostels, que depois do retumbante êxito do ano oficial para visitar Viseu, continuam desertos, pois não se vislumbram investidores;
12- Os transportes urbanos de última geração que continuam encravados no Tribunal de Contas;
13- As ciclovias entre o Centro Histórico e o Instituto Politécnico, que  estão no plano do imaterial;
14- A rotunda octogonal prometida para a Rua 5 de Outubro de modo a melhorar a fluidez do trânsito automóvel, continua perdida numa qualquer gaveta do Rossio;
15- Continuamos a querer candidatar o Centro Histórico a Património Mundial ou já desistimos da ideia?

16- Quantas obras foram feitas pelo estaleiro escola, que teria um papel fundamental na regeneração do Centro Histórico?

Com uma governação assim caminhamos a passos largos para termos um concelho cada vez mais desmaterializado.

Acreditem que não foi necessário muito esforço para apontar 16 não execuções camarárias. Com um pouco mais de paciência não sei a quantas chegaria.
Resumindo já se trabalhava um bocadinho. Ou pelo menos alguns, porque os responsáveis pela cultura e propaganda não têm mãos a medir.
Pediram votos e tiveram-nos.
Pediram confiança e tiveram-na.
Pediram responsabilidade foi-vos dada.
Agora assumam-na e trabalhem um bocadinho. A cidade e as freguesias agradecem..

 

Victor Máximo

Militante CDS

Educador de infância. Militante CDS-PP

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