Escola Grão Vasco: das promessas à obra

por Carlos Cunha | 2019.09.27 - 15:35

Em relação às obras da Escola de Grão Vasco e para quem tem memória curta, era bom que se recordassem das inúmeras visitas e promessas que ali deixaram enterradas vários políticos da direita à esquerda.

É preciso não esquecer também que esta obra passou ao lado da mega operação de requalificação do parque escolar sob a responsabilidade da Parque Escolar, empresa criada no governo de José Sócrates e que estava sob a tutela de Maria de Lurdes Rodrigues, ex ministra da educação.

A Parque Escolar desbaratou milhões em obras irracionais que constituíram, algumas delas, autênticos hinos ao desperdício de dinheiros públicos.

Por ter faltado o dinheiro à Parque Escolar e por a Escola de Grão Vasco estar uma autêntica vergonha e com falhas ao nível da segurança, alguém teve de se atravessar com o dinheiro para que a obra se fizesse e os alunos, professores e funcionários passassem finalmente a ter condições dignas para ensinar e aprender.

Almeida Henriques, que muitas vezes critico pelas opções políticas que toma, esteve bem, tomando a decisão certa, quando do governo central nada chegava para além das promessas de projetos. Recordo-me, perfeitamente, que para assegurar a comparticipação da autarquia, a Câmara levou para aprovação em Assembleia Municipal um empréstimo de 10 milhões de euros, que o CDS votou favoravelmente por considerar a urgência da obra.

Hoje, a obra está felizmente concluída e os viseenses mais atentos sabem quem teve a coragem política para a fazer e não foram aqueles que prometeram um Centro Oncológico em Viseu a funcionar em 2019.

Carlos Cunha

Carlos Cunha é militante do CDS-PP de Viseu e deputado na Assembleia Municipal. Licenciado em Português/Francês pela Escola Superior de Educação de Viseu concluiu, em 2002, a sua Pós Graduação em Educação Especial no pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa.

Pub