EM CARREGAL DO SAL, O GLIFOSATO É BACON

por Diego Garcia | 2018.09.13 - 14:56

 

O Bloco de Esquerda tenta sempre levar as preocupações dos munícipes de Carregal do Sal à Assembleia Municipal e debate-las com a máxima seriedade possível até por uma questão de respeito pelo concelho, pelas pessoas e pelos outros partidos representados. 

Assim o fizemos com a questão do glisofato (herbicida) na última sessão da Assembleia Municipal onde levamos uma moção para abolir a aplicação de glifosato no concelho de Carregal do Sal, depois de termos reunido com os Presidentes de Junta e termos feitos acções de rua pelo concelho com o objectivo de informar e esclarecer algumas dúvidas.
O Bloco percebe a grande despesa que a autarquia vai ter para a construção das novas ETARS como são a de Currelos e a da Carregal do Sal (sendo que não podemos deixar de fazer a crítica, que estes investimentos só acontecem por culpa de um total abandono ,de vários executivos, que aconteceu durante anos nestes equipamentos), por isso apresentou uma moção bastante leve onde não metia prazos, não se focava em nenhuma alternativa em específico, mas sim em várias nem comprometia a autarquia a curto prazo. O Bloco só queria que a moção fosse aprovada e se desse o ponta-pé de saída para alterar estas práticas que tão mal fazem ao ambiente e aos seres vivos, como tem vindo a ser provado.

Estupefactos ficamos quando vemos um Partido Socialista a debater o assunto com uma infantilidade preocupante e um desrespeito e prepotência altamente vísivel, comparando o glifosato ao bacon ou a linguiça e também comparando o glifosato ao tabaco. Não entendemos como é que o PS queria assumir que o glifosato era prejudicial, mas depois não queria encontrar alternativas ao herbicida. 
Em relação a isto, só deixo aqui uma questão que me parece ser de fácil compreensão. Quando eu fumo ou como linguiça não me estarei a fazer mal a mim mesmo enquanto se aplico o glifosato faço-me mal a mim e ao que me rodeia?
Vimos o PS a perguntar por casos onde o glifosato não se aplique e perguntar pelo número de vítimas mortais.
Temos Vila Nova de Paiva e São Pedro do Sul no distrito, mas há mais exemplos pelo país fora, que já não aplicam glifosato (vá-se lá a saber porquê?) e temos, até recentemente, a Monsanto a pagar milhões de euros a uma vitima de cancro provocado pelo herbicida.

Diego Garcia