E se vos fosseis todos “funicular”?

por PN | 2018.04.14 - 12:26

 

 

 

A CMV, na figura de Joaquim Seixas, assina Contrato nQ25-SA/DRHFM/2018 – PAQ.236/2017 – INT-CMV/2017/12063- Prestação de Serviço de Operação, Manutenção e Condução do Funicular da Calçada de Viriato 2018.

Nele se lê:

“1 – Pelo fornecimento contínuo dos bens objeto do contrato, o Primeiro Outorgante obriga-se a pagar ao Segundo Outorgante, até valor global de 118.414,33 €, (Cento e Dezoito Mil, Quatrocentos e Catorze Euros e Trinta e Três Cêntimos). Aos valores mencionados no número anterior, acrescerá o IVA à taxa legal em vigor.”

Evidentemente que este serviço datado de 2018, que importará em aproximadamente 150 mil euros ainda é para o “velho funicular”. Ou já será para o novo e revolucionário “brinquedo” da autarquia, o tal que anda de dia e de noite, sozinho (vale mais, que mal acompanhado…), silencioso e que vai custar um “tonel” de massa?

Se e como escreve Carlos Cunha, “É preciso não esquecermos que o trajeto do Funicular são apenas uns “longos” 400m. Entre o custo inicial e as despesas anuais de manutenção, o “Funiculas” já limpou 10,5 milhões de euros durante uma década. Acredito que em Portugal haverá poucas cidades que se possam gabar de terem 400m tão caros. Cada um destes 400m custou, em 10 anos, 26 mil 250 euros, o que é caso para dizer que nos saiu cara a brincadeira.”, será que o nosso estimado colaborador já estava a contar com mais estes 150 mil euros? Mas, se vai ser desactivado e, provavelmente acabando seus dias na sucata, para quê mais esta despesa?

Os insondáveis desígnios de um funicular que nunca colheu graças nem agrados de ninguém.

Uma “parolice” “pour épater le bourgeois” que, e agora sim, será substituído por um “provincianismo” para fazer de Viseu, num animismo bizarro, a tal “smart city”.

É obra!