E lá tivemos que ir à Galiza…

por PN | 2018.10.08 - 19:07

 

 

Sim, eu bem sei que o 5 de Outubro foi feriado nacional. Que calhou numa 6ª feira. Que milhares de portugueses o aproveitaram para gozar um fim de semana mais longo e os últimos raios de sol de um verão que se arrasta Outono adentro.

Com um grupo de amigos decidiu-se aproveitar esses dias e ir até ao litoral. Peniche, Óbidos, Foz do Arelho, S. Martinho do Porto, Nazaré… em nenhum destes locais, aleatoriamente descritos, depois de muito procurar nos adequados “sites” encontrámos uma unidade hoteleira ou similar que nos acolhesse em cinco quartos duplos.

Virámos a nossa atenção para a Galiza e desde a magnífica Corunha à fervilhante Santiago de Compostela à acolhedora San Xenxo, a Pontevedra, Cangas, Baiona e Vigo… deparámos com uma oferta abundante, não obstante os imensos milhares de turistas que estavam por toda a parte, restaurantes incluídos onde, a maior parte das vezes, tinha que se reservar mesa via telemóvel, com horas de antecedência. Mesmo nas singelas aldeias piscatórias das rias de Pontevedra, Vigo, O Grove…

Os preços, apesar de em Espanha os salários médios serem muito superiores aos praticados no nosso país, são semelhantes. A oferta é tentadora, atenciosa, cuidada. A gastronomia, nomeadamente a costeira à base de peixe, molusco e marisco é agradabilíssima. Os hotéis onde pernoitámos mostraram um profissionalismo rigoroso.

Em Santiago de Compostela e Corunha, por exemplo, para os mais boémios, a noite é ainda movimentada e alternativa. Além disso, as portagens são por toda a parte mais baratas. O combustível… nem se fala e se à saída, antes de apanhar o ferry para Caminha, atestar o depósito, poupa bom dinheiro para o resto do mês.

Não estou a fazer a apologia da Galiza como destino turístico. Aliás, só foi o escolhido por impossibilidade logística de ficar em Portugal. Estou apenas a fazer uma constatação triste da nossa realidade concreta face ao país vizinho (no caso), com a mágoa de bem saber a excelência da nossa gastronomia, a beleza da nossa costa e a simpática amabilidade das nossas gentes.

Para quando, o despertar?