Donald the Duck

por PN | 2018.06.30 - 15:09

 

Após termos tido, no século XX, monstros hediondos como Adolfo Hitler, José Estaline, Augusto Pinochet, Muamar Al-Kaddafi, Pol Pot, Benito Mussolini, Robert Mugabe, Kim II Sung, etc., etc., etc. … não esperávamos ter no século XXI líderes mundiais como, por exemplo, Donald Trump.

Esta personagem do tipo Tartufo, a lembrar um John Wayne de 5ª categoria de um qualquer spaghetti western ascendeu a presidente de uma das superpotências mundiais. Ou ascenderam-no, aqueles que provavelmente estarão por detrás de todos os negócios obscenos do mundo, do petróleo, à droga, ao armamento.

Por todo o lado, está tudo escrito, filmado e dito sobre este herói de pacotilha made in States ham, cola and drive inn.

Arrogantemente patético, num desempenho sistemático de um guião que deve decorar durante a noite, fruto podre de uma das eleições mais assustadoramente manipuladas da História dos EUA, este “clown” vem mostrar ao mundo que novos e aviltantes princípios o norteiam.

Empreiteiro de negócios duvidosos, xenófabo no sentido hitleriano da palavra, julga-se um wagneriana tenor do Der Ring des Nibelungen, uns dias Brunilda, outras Siegrfied, no real, o anão Alberich.

Hitler adorava esta ópera…

O presidente da República portuguesa foi à Casa Branca a convite de Trump. Foi mal recebido; despicientemente tratado; menosprezado. Riscos de quem por lá anda…

Trump pensará que Portugal é um subúrbio de Dakar, no Senegal. Assim pensarão também os apurados membros do seu staff.

Diz que os filhos já ouviram falar de Ronaldo e que se MRS não se põe a pau, ainda é substituído pelo futebolista.

Fino humorista este Donaldo, como o Pato do Disney, recebeu como resposta que Portugal não é os Estados Unidos, onde, acrescento eu, tudo é possível, até fabricar em massa fina de Limoges um tosco Bozo ou um boçal Popov, tirar-lhe o nariz vermelho e pôr-lhe uma cabeleira oxigenada surf style wave e muito vácuo no neuronial espaço.

Depois, atar-lhe uns cordelitos aos braços, pernas e queixo e… deixá-lo marchar ao som do marines hymn, de fato preferencialmente branco e peito adornado com condecorações de Wall street.