Descongelar as progressões na carreira docente

por Carlos Cunha | 2018.06.11 - 10:28

 

     Os professores estão a transformar-se numa espécie de lesados do Ministério da Educação com a não contabilização gradual do tempo de serviço referente aos mais de nove anos de congelamento em que as progressões na carreira estiveram congeladas.

 

No entanto, ao longo deste tempo fomos assistindo à debacle de certa Banca, à qual os governos, com o dinheiro dos contribuintes, acudiram com uns vastos milhões, que terão de ser pagos no presente e no futuro durante uns longos anis. Até agora são poucos os acusados e muito menos os responsáveis por tamanha irresponsabilidade.

Os professores, durante o tempo de congelamento, cumpriram todas as suas funções: ensinar, formar, avaliar e também o trabalho burocrático.

Se hoje reclamam que lhes seja contabilizado o tempo de serviço em que estiveram a trabalhar, essa pretensão é apenas justa e merecida!

Importa recordar a esses comentadores de tudo e mais alguma  coisa, que os professores, durante o período de congelamento, cumpriram com as obrigações legais da avaliação, fazendo a formação necessária à atualização profissional e à progressão na carreira.

O cumprimento do processo formal da avaliação nunca esteve congelado, que fique bem claro!

O Ministério da Educação exigiu todos os formalismos avaliativos, os professores cumpriram-nos durante os nove anos. No entanto, a tutela só está disponível para devolver 2 anos desse congelamento, o que é manifestamente injusto, assim, como é totalmente um equívoco pensar que os professores ascendem a escalões superiores apenas por antiguidade, como quer deixar transparecer o comentador das segundas-feiras, filho de Sophia de Mello Breyner Andresen.

 

(Foto DR)

Carlos Cunha é militante do CDS-PP de Viseu e deputado na Assembleia Municipal. Licenciado em Português/Francês pela Escola Superior de Educação de Viseu concluiu, em 2002, a sua Pós Graduação em Educação Especial no pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa.

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