Deputados do burgo

por PN | 2019.02.07 - 10:43

 

 

O 26 de Maio traz-nos a eleição dos deputados para o Parlamento Europeu. O 6 de Outubro a eleição da Assembleia da República.

Se para a primeira se trata de um mandato de cinco anos, para a segunda é de quatro.

Tivemos/temos um viseense, Fernando Ruas, deputado europeu por indigitação do PSD de Passos Coelho. Terá a mesma sorte com Rui Rio, agora com Álvaro Amaro, presidente da Câmara da Guarda a surfar a onda?

Os deputados eleitos pelo círculo de Viseu para a Assembleia da República no decurso do mandato 2015-19, foram, pelo PS:

Maria Manuel Leitão Borges, chamada para ministra Adjunta e da Modernização Administrativa, António Borges (que entretanto e com muita oportunidade foi a “águas”), João Paulo Rebelo, feito secretário de estado da Juventude e Desporto, Lúcia Silva, José Rui Cruz e Marisabel Moutela. Ou seja, nenhum dos 3 primeiros eleitos ficou no desempenho das funções, subindo ao palco a segunda e reservista ala.

A coligação PSD – CDS apresentou-se com Leitão Amaro (entretanto secretário de estado da Administração Local), Pedro Alves, Inês Domingos (quota nacional), Hélder Amaral, Lima Costa, Isaura Pedro.

Para este quadriénio, as comissões/federações políticas distritais já devem ter reunido para a escolha dos protagonistas destas legislativas. Porém, se o fizeram (ainda temos algumas dúvidas), o silêncio é temerosamente sepulcral.

No CDS-PP, Hélder Amaral, patrão da distrital, auto-apontar-se-á para uma possível reeleição, com um CDS local semi-esfrangalhado-inexistente e tendo como braços esquerdo e direito os “meninos” alfacinhas. O mais certo é não eleger ninguém, pondo termo à longa carreira de Hélder Amaral, da qual, em devido tempo, se fará o balanço.

O PS, aguardando a quota nacional, em cada esquina do distrito tem candidatos, acrescidos de quantos estão de peitos às balas dados: Rosa Monteiro, João Paulo Rebelo, José Rui Cruz, o “refidelíssimo borgeano“, Lúcia Silva, a brava presidente da concelhia, o “indicado” do norte, que não deixará de o apontar e mais uma dezena deles… Seguindo o nome da quota nacional para o elenco governativo, juntamente com Rosa Monteiro, que tem feito notório trabalho na secretaria de estado para a Cidadania e Igualdade, João Paulo Rebelo, se não integrar a lista, ou fica no desemprego ou vai assessorar o ex-sócio-Cota no JC…

No PSD, com Arlindo Cunha a encabeçar a lista, ao que se crê, se for pela quota nacional, deixa o 2º lugar a Pedro Alves. Se a quota nacional tiver outro nome apontado, Arlindo Cunha em número dois, sendo o 3º uma mulher, Pedro Alves irá em número quatro. Apesar da polémica com Rui Rio, num momento de união partidária e tendo aquele o apoio dos autarcas laranja do distrito, certa será a sua indigitação. Para o lugar de Inês Domingos, da confiança de Passos Coelho, qual será a feminina personagem escolhida, seguro sendo estar Isaura Pedro afastada? Lima Costa, por seu turno, com a sua credibilidade e empenho, assisado será permanecer na lista.

Talvez o distrito perca um deputado (ou haja transição partidária). Talvez seja o do CDS-PP.

Talvez o PSD mantenha quatro deputados: Arlindo Cunha, Pedro Alves, a “mulher-mistério” e Lima Costa.

Talvez o PS eleja três deputados, voltando a ala reservista a guindar-se ao lugar, com escasso mérito.

Estamos a pouca mais de três meses das europeias, eleição que merece pouca importância aos eleitores, cada vez mais afastados da política. A oito meses das legislativas…

Em Março-Abril, os putativos candidatos à AR começarão a calcorrear o distrito (convém, mesmo que seja só de 4 em 4 anos, para além das presenças certas nas inaugurações, feiras do Queijo, Vinho, Sopa, Porco, Míscaro e Cereja…).

As próximas semanas trar-nos-ão novidades. Saibamos aguardar, para irmos além da mera conjectura…