Da ética republicana

por Fernando Figueiredo | 2018.02.08 - 10:29

 

 

Moscambilha: Sinónimo de trapaça ou de tramóia, é este o novo ciclo político que, nas palavras do socialista de outros tempos e valores, José Junqueiro, o PS Viseu se prepara para inaugurar.

Segundo o histórico socialista, as últimas eleições, para a concelhia, foram uma derrota, não só para a ala Ginestalista (e apoiantes entre os quais: jotas, ex-jotas, caciques, candidatos a caciques, detentores de cargos, candidatos a detentores de cargos, amigos, ex-amigos de novo amigos, familiares e afilhados) como para o próprio PS no qual, cada vez mais, escasseiam elementos idóneos. Não é novidade, a Ética Republicana faz tempo que já não mora na 5 de Outubro. Da linha lateral, Junqueiro deixa o aviso: Não basta ser sério também é necessário parecer.


Por estes dias, a propósito da novela IP3, Eduardo Cabrita, Ministro da Administração Interna do actual governo, em resposta a Almeida Henriques, considerou muito estranho que um elemento do anterior governo, com a pasta de Secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, venha agora considerar esta via uma prioridade.

O Dr. Almeida Henriques, julgando que todos os beirões e viseenses são uns cabeças de vento, assume que com meia dúzia textos e discursos, apaga os seus velhos tempos de inacção, passeando pelos corredores de São Bento, enquanto ia deixando escapar informação confidencial, em troca de boa imprensa (ainda hoje pagadora de favores). Ser “despachado“, sem deixar obra, por Miguel Relvas foi a Via do Duque que pensa que é Rei mas não chegou a ser o Sr. QREN.

Voltando à Ética Republicana, melhor exemplo que esta já não mora na sede do PS foi-nos dado pela Sra. Deputada Lúcia Silva, a auto-apelidada Margaret Thatcher das Beiras.

Na última Assembleia Municipal assinou a folha de presença e não chegou ocupar o seu lugar na mesa que lhe estava atribuída. Segundo a própria: “Fui por uma questão de princípios” e imagine-se “pretendia assistir aos inícios dos trabalhos“.

O PS hoje é isto e, tendo em conta as últimas eleições, é bem melhor que a alternativa.

Quanto à Ética Republicana continuará a ser boa para tudo menos para o seu propósito.

 

Coronel na reserva, cidadão no activo, politico novato à antiga e às direitas, amigo do seu amigo, inconformado com a injustiça social, intolerante com a incompetência, exigente com a vida, blogger por devoção e benfiquista sem convicção.

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