Castelos de areia

por Vítor Máximo | 2018.06.15 - 15:12

 

Todos nós já construímos castelos de areia numa praia qualquer, ou pelo menos já tentamos ou até já os avistamos algures. No entanto esses castelos estão sujeitos a inevitabilidade das marés e mais tarde ou mais cedo são levados por uma onda que insiste em lavar a praia de boas e más construções.

Quando imagino castelos de areia, não consigo evitar de pensar em Viseu e neste executivo camarário que tal como muitas dessas construções é vistoso e pomposo. Há quem o batize de verbo de encher, eu prefiro pomposo. Que chegou até nós com promessas de 10 anos de uma gestão autárquica que nos demarcaria do resto cinzento do país. Para isso podíamos contar com um autarca com experiência de governo.
Mas não foi isso que na realidade aconteceu e que me perdoem os mais afetos ao senhor presidente Almeida Henriques. Esperava-se mais, muito mais.
Pelos vistos nem para debates sobre Interior é tido em conta ou julga que não precisa.
Não vou rever o assunto das festas,nem funicular, nem Fontelo, nem estádio, etc.
Não vale a pena sequer escrever sobre o que já todos sabemos.
Contudo, todos os dias vemos explanado no jornal Diário de Viseu que mais se assemelha a um edital camarário tudo o que o edil quer fazer, vai fazer ou fez e são centenas de ideias, projetos, ações etc.
Sempre tudo devidamente propagandeado numa máquina demasiado bem oleada. Nada falha.
Deve ser o departamento mais eficaz na  Câmara Municipal de Viseu, já que noutros aspetos pouco ou nada se vê de tão notório assim.
No entanto ficamos sem saber se alguns dos projetos anunciados algum dia verão a luz do dia, como estão a correr ou se foram apostas de sucesso.
Gostava e agora estou a apontar as baterias ao Diário de Viseu, de ver algum jornalismo de investigação, de acompanhamento ao dia-a-dia, sem ficar somente a repassar notícias que ficam bem na primeira página, gostava de ler artigos de opinião que não tivessem receio de abanar um pouco o executivo camarário.
É inevitável que se desmoronem alguns castelos de areia, mas não nos façam acreditar que controlam as marés.
A crítica pode e deve ser elevada, construtiva e só aceitando essa crítica nos permitimos crescer com os horizontes alargados.
Enquanto isso vou comprar o jornal da câmara e vou lê-lo abrigado na cobertura do Mercado 2 de Maio.
Desconfio que já deve estar pronta.

Victor Máximo
Militante CDS

 

Educador de infância. Militante CDS-PP

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