Bancos gordos clientes magros

por Carlos Cunha | 2018.07.26 - 19:15

Cada vez mais os bancos servem apenas para guardar dinheiro e cobrar inúmeras comissões.

 

O Banco Público deu o exemplo e os outros seguem-lhe os passos.

Longe vai o tempo em que se entrava num balcão e se seguiam, quase sem pestanejar, as propostas apresentadas para se pôr o dinheiro a render. A relação era de confiança enquanto hoje é mais de desconfiança.

Agora, quando colocamos dinheiro no banco, sentimos cada vez maior apreensão, pois, não sabemos até que ponto o iremos voltar a reaver. Os tradicionais depósitos a prazo deixaram de ter rendimento. Os juros são baixíssimos, ao contrário das comissões que são altíssimas.

Os cartões de débito e de crédito também viram o seu custo aumentado e qualquer operação bancária, por mais simples que seja, quando feita ao balcão tem quase sempre um custo associado.

Com o encerramento de dependências bancárias de Norte a Sul do país desaparecem também as úteis caixas de Multibanco. Ainda não pagamos comissões pelas operações efetuadas no Multibanco, mas será por pouco tempo. A voracidade dos bancos é insaciável não se inibindo de rapar ‘os últimos cobres dos seus clientes”, nem as contas de quem menos tem se encontram a salvo.

Os comerciantes também contribuem e muito para o engordar dos bancos, visto que, para além do aluguer mensal do terminal multibanco levam também com uma comissão por cada compra paga com o recurso ao cartão seja este de débito ou de crédito, sendo esta última mais elevada, o que faz com que alguns comerciantes deem uma qualquer desculpa suficientemente credível que leve o cliente a  voltar a pôr o cartão de crédito no bolso, fazendo-o antes optar pelo de débito na hora de pagar a conta.

Será que ainda assim os bancos precisam de ser ajudados?

Não, pois fontes de receita não lhes faltam, o que falta é quem lhes ponha travão!

Carlos Cunha é militante do CDS-PP de Viseu e deputado na Assembleia Municipal. Licenciado em Português/Francês pela Escola Superior de Educação de Viseu concluiu, em 2002, a sua Pós Graduação em Educação Especial no pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa.

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