Pois é o que parece, a icónica sede do Banco de Portugal em Viseu vai ser parcialmente cedida à CMV para albergar o “governador”-Sobrado e seus serviços.
E toda a gente fica a ganhar, pois é de “borla” e, segundo o pugnitivo Almeida Henriques, trata-se de “uma dupla conquista” pois vai restituir à cidade “um património histórico” e, ao mesmo tempo, permite transferir “serviços para um melhor contexto de trabalho”.
Ou seja, conjecturamos que o “delfim”-Sobrado terá gostado da traça do prédio, achou que teria boa e dominante vista e requereu ao patrão envidasse esforços para lhe conseguir as instalações… e ele fez, claro.
Mais ainda, com a vantagem de ter uma “fachada octogonal”, segundo o historiador do regime, com o fim e o efeito de se referir “à Cava do Viriato”.
Se o Sobrado pontificasse em Penedono requeria o castelo do Magriço, assim, o palacete desenhado por João de Moura d’Eça, serve-lhe à medida e sempre fica ao lado do Clube de Viseu, onde poderá ir almoçar e jantar diariamente com os seus estreitos e dilectos colaboradores.
O Compadre Zacarias anda há mais de um ano à procura de um espaço por aquelas bandas para abrir uma taberna espanhola. Será que a administração do BdP, bem conversadinha, não dispensaria outra ala? Mesmo sem ser de borla, que isso é só para alguns…
