Aquilino e “O Arcanjo Negro” tornado peça de teatro

por PN | 2017.12.20 - 17:17

(Para o FGS)

 

O romance “O Arcanjo Negro“, terminado em 1939-1940 e publicado apenas em 1947 é uma continuação de “Mónica”, publicado em 1939.

Em síntese a sua diegese decorre da relação acidulada de Ricardo e Mónica, atormentada pelos ciúmes, e em simultâneo, a acção, espacialmente passada em Lisboa, entre 1925 e 1929, abordando os anos duríssimos atravessados pelas constantes revoltas durante a Iª República.

Aquilino apenas enveredou pelo género dramático numa obra do final de sua vida, com o expressivo título (para um agnóstico) de “Tombo no Inferno – O Manto de Nossa Senhora”, publicado em 1963, ano de sua morte, que ocorreu às 12H30, do dia 27 de Maio.

Luís Oliveira Guimarães, da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses, decide adaptar o romance a uma peça de teatro em 3 actos e levá-la a cena a 9 de Junho de 1948, no Teatro da Trindade, com um elenco de actores de grande gabarito.

Os protagonistas, Mónica e Ricardo são encarnados, respectivamente por Maria Helena Matos e Alves da Cunha.

Com a licença concedida por Aquilino, a peça obtém “considerável êxito literário e artístico.

Luís Oliveira Guimarães, em 1969, através da “Prelo” publica esta peça de teatro, em cujo prefácio nos dá a conhecer as condições em que o romance foi adaptado, deixando-nos ainda uma ilustração de ? Bento (ver início).

Personagens e espaço:

 Prefácio contextualizador e explicativo de L. Oliveira Guimarães: