África minha…

por Romira Jamba | 2019.10.27 - 12:46

Congratulo-me com o rumo seguido em Angola, meu país, pelo actual presidente João Lourenço. Sei que não é possível alterar um regime oligárquico de um momento para o outro mas fico feliz por ver Angola a mudar.

As últimas notícias sobre a Guiné-Bissau não são muito positivas. Com as eleições presidenciais marcadas para 24 de Novembro rebentaram acusações por todo o lado e há quem fale de “golpe de estado” num país que está no topo do narcotráfico africano.

O primeiro-ministro não evita de ser acusado de fraudes eleitorais, corrupção e tráfico de droga. É claro que é a oposição a fazer estas acusações, mas…

As forças armadas parece estarem com o actual presidente José Mário Vaz e é este mesmo, o presidente recandadidato que acusa o governo de múltiplas ilegalidades. Neste país, porém, a lealdade não é sentimento duradoiro e há muita inquietação pelo facto do actual primeiro-ministro já ter sido acusado pela justiça local de narcotráfico. O processo contra ele parou, mas as dúvidas persistem e não descolam da sua imagem. As autoridades apreenderam em setembro quase 2 toneladas de cocaína em trânsito. Contra os factos não há argumentos.

Em Moçambique a Renamo (partido da oposição) acusa a Frelimo de fraudes eleitorais nas eleições presidenciais, do dia 15 de outubro. O presidente da RENAMO, Ossufo Momade, denunciou as “graves irregularidades que mancharam o processo na sua plenitude”. Filipe Nvusi, o actual presidente tem um país dividido. E, em causa, a verdade eleitoral, a manchar a sua reeleição.

Esta é uma saga africana sem fim à vista. Pode ser que a Angola de hoje sirva de exemplo aos países irmãos que ainda não conseguiram encontrar a via da democracia.

Romira Jamba