Académico de Viseu: da ilusão à desilusão

por Carlos Cunha | 2018.03.27 - 18:28

 

 

 O Académico de Viseu fez uma primeira volta sensacional, motivando e cativando os adeptos que passaram a afluir ao Fontelo para apoiar a equipa. Foi uma boa medida franquear as portas do Estádio aos jovens estudantes, que assim podem apoiar, desde cedo, o clube mais representativo da cidade de Viseu.

 

A guerra interna entre o Presidente e o Diretor Desportivo, assim como o eventual interesse do empresário Jorge Mendes criaram turbulência no clube. Não sei se houve outros fatores e como não tenho dotes premonitórios não me ponho a adivinhar.
Sob o ponto de vista desportivo, houve também algumas contratações que não renderam o esperado, lesões prolongadas de jogadores nucleares e um abaixamento geral de forma da equipa.
Manuel Cajuda, um treinador com muita tarimba da Primeira Liga, mas há muito afastado do principal palco do futebol português, criou, com a sua contratação, a ilusão de que era possível este ano. Matematicamente ainda há vida, mas o objetivo da subida está cada vez mais longínquo.
Cajuda, em declarações à imprensa local e nacional, veio dizer que esta equipa não foi escolhida por si, mas que aceitou o desafio como se fosse seu e que este tem a duração de uma época e meia.
Por isso, o campeonato está feito para o Académico de Viseu, importa, portanto, começar a preparar a próxima época, analisar quem interessa renovar, descobrir noutras equipas da região ou em divisões inferiores jovens talentos portugueses. No entanto, o futuro passa por se dar oportunidades e espaço para aparecerem os jogadores jovens que integram o plantel.
Acabou a ilusão da subida, regresse-se ao pragmatismo e à realidade!

 

Carlos Cunha é militante do CDS-PP de Viseu e deputado na Assembleia Municipal. Licenciado em Português/Francês pela Escola Superior de Educação de Viseu concluiu, em 2002, a sua Pós Graduação em Educação Especial no pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa.

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