A pujante dinâmica do aeródromo de Viseu

por PN | 2017.11.17 - 14:15

 

 

 

 

Há dias, em Viseu, aterrou um avião da Tap. Inaudita feito, dobrado o Cabo das Tormentas, foi uma peregrinação a ver o nunca visto. Afirmava o Compadre Zacarias que até da longínqua Régua tinha vindo povo…

A quase quadragenária nave, com as suas turbo hélices oleadas, capacidade para 50 felizardos passageiros, ainda atinge os 494 kms/h e chegou, decerto, de Lisboa a Viseu num ápice tal que nem deu para o relaxe da comitiva, talvez a beber um Dão Pedra Calçada de “apéritif”.

Foi um dia histórico. Melhor só quando atracar na Ribeira o submarino Arpão, do Paulo Portas, o que por agora é improvável, devido à escassez de água.

Para acolher o ATR 42 da Tap, até havia um “táxi” na pista, provavelmente também de 1984 – ou anterior – para fazer “pendant”: um galhardo Renault 4l, ou, vulgo, uma “catrela”, que tinha a função de conduzir a aeronave por entre as diversas pistas e de modo a não ir parar a Bertelhe, Canidelo, ou por aí.

A rábula foi bonita e até nos fez lembrar a comédia de 1980, “Airplane”, ou, em português do brasil, “Apertem os cintos, o piloto sumiu!”.

Viseu é uma cidade emocionante e que, em abono da verdade se diga, de tudo um pouco tem.

Aqui há uns dias alguém, decerto invejoso e com mau gosto, comparou o aeródromo municipal Gonçalves Lobato ao aeroporto de Beja… que raio de comparação, se ainda fosse ao Charles de Gaule…

 

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http://www.diarioleiria.pt/noticia/26036

 

(fotos DR)