A polémica da Caixa Geral de Depósitos

por Manuel Ferreira | 2017.02.20 - 14:03

 

A questão da Caixa Geral de Depósitos, que tanto tem sido badalada nas últimas semanas, obriga-nos mesmo a perguntar em que consiste a polémica e qual a razão da insistência em a manter durante tanto tempo.

É que todos já perceberam que existiram erros e que os envolvidos, Governo e administração do banco público, saíram fragilizados deste episódio. A intenção de criar um regime de exceção para a Caixa, não só a nível dos limites salariais, mas também de obrigações de transparência que vinculam os gestores públicos, foi uma infantilidade e um distração ingénua.

Por isso, não se aceita a insistência da oposição PSD e CDS-PP em manter o excessivo debate em volta do tema, com ou sem sms trocados entre o Ministro das Finanças e o Administrador da Caixa. Percebe-se, porém, que em termos político-partidários e em termos de guerrilha dê jeito o arrastar do processo.

Contudo, todo o processo também demonstra e diz muito da limitação, da pobreza e da banalidade do discurso político da oposição. A oposição não quer matar este tema, porque está sem presença junto do eleitorado, está moribunda e sem ideias.

Assim, o Governo não deve ir a reboque de uma oposição que quer a turbulência e criar a desconfiança. É que estamos face a um Governo de iniciativas, que tomou medidas para melhorar as condições de vida dos portugueses, que reverteu a austeridade e é inovador na forma de interpretar o papel da Europa.

Estamos face a um Governo que, nas últimas semanas, tem tido boas notícias no que se refere à economia do país e que tem tido um bom desempenho, visível na  descida do desemprego, no crescimento da economia e no facto de termos o melhor défice de sempre. Mas o mais importante desta questão deve ser mesmo a recapitalização da Caixa e a sua credibilidade no sistema financeiro.

O objetivo maior desta discussão e que deve interessar aos portugueses é o desenho da recapitalização e a estabilidade do banco público junto das instituições europeias e que foi conseguido. Esta sim, é a discussão do futuro e que nos deve regozijar a todos.

Manuel Ferreira tem 49 anos e nasceu em Lamego. Casado, dois filhos. É licenciado em Filosofia pela Universidade de Letras do Porto. Possui a Especialização em Administração e Gestão Escolar e é Mestre em Filosofia em Portugal e Cultura Portuguesa.
Militante socialista desde 1996, foi membro da Assembleia Municipal de Lamego entre 1997 e 2001 e Secretário do Gabinete de apoio do pessoal do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lamego entre 2001 e 2005 e membro da Comissão Política durante vários anos.
Atualmente é Presidente da concelhia de Lamego do PS e membro da Comissão Política da Federação de Viseu.

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