A Dona Assunção e a demagogia rasteirinha

por PN | 2017.10.20 - 07:58

 

 

Cavalgando a onda da desgraça que assolou Portugal, Assunção Cristas, a líder do CDS/PP, decerto inflamada ou inflacionada pelo resultado que obteve na autarquia de Lisboa, julgando-se já a nova líder da direita lusa e a futura primeira-ministra do país, acolitada pelos “almeidinhas” do costume, veio propor uma moção de censura ao Governo, que e para ela, assim como para Passos, representa a assombração mais demoníaca da sua bizarra trajectória político-partidária.

Esta liderzinha do partido do táxi, no tom histriónico que captou por lotas e mercados, lá foi propagando as suas alarvidades com a agressividade que fica bem no “filme” e que lhe dá a garantida cobertura das tias de Cascais e dos titis da Comporta.

Para sua mor mágoa, a moção que tanto jeitinho lhe dava, foi rejeitada por 123 votos contra 107.

O Governo ainda não caiu desta, Dona Assunção… Pelo contrário, o resultado da votação, vitalizou-o. E que tal outra moçãozinha para a semana? Até e talvez porque a Dona Assunção não terá na memória o seu forte e apanágio, pois quando fala de boca cheia em falhas do Estado, esquece-se amiúde do que se passou em 2013, fazendo prática daquilo que o governo PàF que integrou tão bem instituiu e praticou: verdade de ontem é mentira de amanhã, servindo a desmemória e o acriticismo de um povo saturado de politiqueiro(a)s, todos os desígnios estribados no oportunismo e no “vale-tudo”.

O pejo é um bonito e singelo adereço… mas já percebemos que não veste com a sua cara, Dona Assunção.