A democracia dos pulhas

por PN | 2018.03.15 - 17:31

 

 

Um dos prezados colaboradores da Rua Direita, o ex-presidente da CCDRC e professor universitário Norberto Pires, tem vindo a ser vítima da sua cidadania interventiva, do direito à Liberdade de Expressão e Informação consignada na Constituição Portuguesa, da sua coragem crítica, da sua expressão de opinião, livre, num Estado de direito democrático, por meio de ataques anónimos e violentos, em redes sociais.

Há gente que, ao fim de 44 anos de Democracia ainda se rege pelos bafientos e tortuosos andurriais da intimidação e da censura.

Gente que não tem honra nem rosto, cobardes que se escudam atrás de perfis falsos para mostrarem o barro de que são feitos e para darem razão a quem escreve, cujas palavras, limpas e claras, tão frontal e directamente colidem com a sua mesquinhez e falta de verticalidade.

O professor Norberto Pires é um cidadão dotado de uma capacidade interventiva fora do comum. Um Homem que não se conforma com as injustiças e irregularidades que testemunha e lhe chegam ao conhecimento. Um espírito livre e tolerante. Um livre pensador na mais pura acepção da palavra.Um Homem de bem.

Estas qualidades, numa sociedade onde pulula a mediocridade, a inveja e o rasteiro e ignóbil oportunismo, importunam muita gente. O que é natural. E é bom que assim seja. Seria também muito bom, que esses “incomodados” usassem das mesmas prerrogativas de expressão e, com a lealdade e frontalidade que Norberto Pires sempre usou, viessem a terreiro fazer o contraditório.

Mas isso… já seria pedir demais a indivíduos que, ao usarem nomes e perfis falsos, repudiam e desonram o seu nome e se escondem atrás destes artifícios para, com vileza, atacarem quem tanto parece ofendê-los.

E pelos vistos, a maior ofensa é-lhes feita pela Constituição da República Portuguesa no seu artº37:

Artigo 37.º – (Liberdade de expressão e informação)

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de se informar, sem impedimentos nem discriminações.

2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.

3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficarão submetidas ao regime de punição da lei geral, sendo a sua apreciação da competência dos tribunais judiciais.

4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta.