A CGD a fazer o “manguito” a 300 mil clientes

por Paulo Neto | 2019.09.26 - 12:36

Tirando às velhas cadernetas, por directiva europeia relacionada com segurança, a capacidade de levantar dinheiro, ente outras, anulando-lhe a sua primeira utilidade para 300 mil utentes, em geral pessoas na 3ª idade, fragilizadas e confiadas numa instituição à qual durante décadas foram e são fiéis, a CGD – o Montepio e a CCAM  também usaram este meio – não conseguiu prever as consequências da medida e numa espécie de irresponsabilidade negligente tem vindo a constranger milhares de cidadãos nas obrigações do seu quotidiano…

É inaceitável e impensável que uma instituição destas não seja capaz de emitir atempadamente os cartões de débito que prometeu aos clientes para substituição da caderneta. Esta falha redundante com as suas mais primárias obrigações, como seria encarada se fosse o cidadão a falhar com a CGD?

Aos balcões e depois de esperar duas horas pela sua vez, respondem-lhe “Seguem pelo correio”. Pois seguem, não se sabe é quando.

Estes incidentes simbolizam a actual imagem da Administração da CGD, tão dócil para os grandes devedores de milhões, tão promíscua com os erros pelos antecessores cometidos e… como inapelavelmente se constata com este facto, pouco se preocupando com o mais básico dos seus compromissos para centenas de milhares de pequenos e médios depositantes, no fundo, aqueles que são a razão de existir da instituição e aqueles que, com os seus aforros, pagam as mordomias desta malta, com pouco pudor à vista.

O Banco de Portugal, por sua vez, faz aquilo que é costume e aquilo a que há muito nos habituou: É cego, surdo e mudo.

Paulo Neto