A banca portuguesa… um cartel impune?

por PN | 2020.01.11 - 13:00

Hoje raro será o português que tem respeito pela banca portuguesa.

De há uns anos a esta data, os contribuintes têm-se fartado de pagar os desvarios do “gangue bancário“, as aldrabices, os compadrios, a cupidez e a amoralidade quase generalizada do sector.

Haverá excepções, que além de raras, apenas confirmam a regra.

A “artistice” da pandilha verifica-se a nível do topo das hierarquias, onde resiste impavidamente enquistado um regimento de quadros superiores, carregados de sibaríticas e imagináveis mordomias, na sua maioria bem entretidos a esfolar os pequenos e médios clientes cumpridores para deitar milhões no regaço cálido dos grandes tóxico-incumpridores.

Agora soube-se de mais uma “avaria” da trupe maravilha: um cartel agindo electronicamente e em rede com a concorrência para proceder à devassa total dos comuns clientes. Uma espécie de gangue tenebroso a actuar há mais de uma década.

Mas mais grave é fazerem-no impunemente, pois desde Vítor Constâncio a Carlos Costa, a entidade reguladora do sector, o Banco de Portugal, num corporativismo inclassificável, parece ser cega, surda, muda… permitindo com o seu excêntrico alheamento a proliferação das más e ilegítimas práticas, como esta agora revelada, onde pontifica, com uma gloriosa imunidade o banco público, a CGD.

Como dizia o Compadre Zacarias… “Hoje ninguém assalta bancos. Assaltam-nos eles!”

Paulo Neto

(Cartoons DR)