Venha a nós a Boa Morte, Viseu – Concerto para voz, theremin e panela com Américo Rodrigues, Filipe Gomes e Nuno Veiga

por Rua Direita | 2017.12.26 - 22:18

30.12.2017 Concerto para voz, theremin e panela 

 

Encontro de risco entre o improvisador vocal e poeta sonoro Américo Rodrigues, o construtor de instrumentos e músico Filipe Gomes e o sound designer e improvisador sonoro Nuno Veiga.

Sessão de improvisação livre entre criadores de linguagens e percursos muito diferentes, que gostam de testar os limites da experimentação sonora.

Nada está garantido à partida. O “concerto” (ou o “desconcerto”) é um processo em construção perante os olhos e ouvidos de um público que ainda tem capacidade de se deixar surpreender.

Irrepetível.

 

+info

https://www.facebook.com/ events/935465693276747/

Reservas: venhaanosaboamorte@ gmail.com ou via facebook.com/ venhaanosaboamorte

 

Américo Rodrigues (voz)

Natural da Guarda, Américo Rodrigues (1961) é licenciado em Língua e Cultura Portuguesa pela Universidade da Beira Interior e Mestre em Ciências da Fala pela Universidade de Aveiro. Exerceu funções de animador e programador cultural na Casa de Cultura da Juventude da Guarda/FAOJ (1979-1989) e na Câmara Municipal da Guarda (1989-2005), tendo sido Director do Teatro Municipal da Guarda de 2005 a 2013. É um dos fundadores do colectivo Aquilo Teatro e do Teatro do CalaFrio, tendo sido também actor, encenador e dramaturgo. Coordenou os cadernos de poesia Aquilo e foi co-director da revista Boca de Incêndio (2004-2006). Em 2010 recebeu a medalha de mérito cultural atribuída pelo Ministério da Cultura. Actualmente coordena a Biblioteca M. Eduardo Lourenço.

“Ao longo das décadas de 1990 e 2000, Américo Rodrigues desenvolveu um intenso trabalho de experimentação com a voz em espectáculos ao vivo e em gravações. Situada entre a poesia sonora e a música, a sua obra sónica e vocal constitui um exemplo singular de apropriação e renovação do poema sonoro e de potenciação das suas possibilidades poéticas e musicais. As vocalizações de Américo Rodrigues fazem um uso virtuosístico do aparelho fonador, por vezes com auxílio de fontes acústicas externas e com manipulação sonora dos registos gravados. Os cliques da língua nos dentes, os ruídos da inspiração, os barulhos da saliva, os ruídos dos lábios, a nasalização dos sons, as obstruções respiratórias, o gemido, o grito, o choro, o riso e o canto dos harmónicos são elementos dessa linguagem do corpo aquém e além da articulação da palavra. A expressividade musical e poética das suas composições fonéticas resulta de uma combinatória entre pré-verbal, verbal e pós-verbal.” Manuel Portela

 

 

Filipe Gomes (theremin)

 

Nasceu em Trancoso em 1974. Frequentou o curso de Electrónica e Ensino na Universidade de Aveiro (1994). O hobby de construção de equipamento de alta fidelidade e instrumentos eletrónicos levou-o a construir em 1999 um theremin a válvulas, uma adaptação do projecto original de Leon Theremin. Como músico esteve envolvido em vários projectos nos quais se destaca a banda viseense HuckleBerry Finn. Fez parte, juntamente com Nuno Veiga, do projecto Lucky Day, um colectivo de improvisação multidisciplinar, que se encontrava todas as sextas-feiras 13 para desafiar a sorte, que o azar é sempre certo. Desenvolve também trabalho de sound design e sonic branding para cinema, vídeos institucionais e de produto. Músico ou não-músico! Thereminista, influenciado pelo clássico de Clara Rockmore, contrapõe com o improviso progressivo e ambiental da síntese de experiências sonoras electrónicas.

 

 

Nuno Veiga (panela)

 

Nasceu em Viseu em 1979. Licenciado em Estudos Teatrais (via ensino) pela Universidade de Évora. Tem desenvolvido trabalho na área das artes performativas nos últimos 15 anos em três vertentes: professor, sound designer e actor. Em Portugal, leccionou em vários estabelecimentos de ensino e desenvolveu vários projectos de ensino artístico, destacando o projecto Oficinas Descobrir Gil Vicente no Teatro Nacional São João e ter sido professor de interpretação da Escola Profissional Balleteatro. Trabalhou como actor com vários encenadores, tais como Luís Castro, Ricardo Pais, Nuno Carinhas e Jorge Fraga. Como sound designer, fez som para os espetáculos Bestas Bestiais (Teatro Nacional Dona Maria II), Querido Monstro e Sr. Henri, entre outros. Em 2011, foi para Londres onde continuou a trabalhar nestas três vertentes, colaborando em vários projectos com diversas companhias e instituições, entre as quais destaca: London College of Fashion, Young Vic, Royal Academy of Dramatic Art, Soho Theatre, Knot Theory, Hide Tide, Theatre Absolute e Battersea Arts Centre. Em 2015 e 2016 trabalhou como sound designer e consultor para o Edinburgh International Festival. Em Londres, descobriu a sua faceta de improvisador sonoro envolvendo-se em vários projectos tais como NoiD, Cojones Spirituales e Fuck Popox2.

 

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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