Um tubo de órgãos com 300 anos. Uma bactéria com mais de 5600 anos

por Rua Direita | 2018.06.20 - 10:33

“D. Audaxviator” é a criação onde a palavra cruza e é cruzada pela música de um órgão de tubos com 300 anos e que já foi consumido pelas chamas. Na Igreja da Misericórdia, Rui Souza e Daniela Marques dão vida à bactéria protagonista de um texto inédito de Afonso Cruz

Um órgão de tubos do século XVIII, um músico mais habituado a sintetizadores e uma actriz que interpreta a vida da bactéria D. Audaxviator são os protagonistas de uma criação única que pode ser vista na sexta-feira, 22 de Junho, na Igreja da Misericórdia, em Viseu.

A peça parte da vontade de Rui Souza explorar de forma experimental o órgão de tubos desta Igreja que, desde o seu restauro, em 1992, depois de um incêndio, pouco tem sido utilizado e nunca em uma obra de música contemporânea.

O órgão de tubos é o instrumento mais versátil e mais complexo que existe nas igrejas e com potencialidades contemporâneas muito fortes”, destaca o criador e investigador daquele que é considerado o “rei dos instrumentos”.

Mas não é só de música que se faz “D. Audaxviator”. A peça musical criada e interpretada por Rui Souza será apresentada numa ligação com um monólogo inédito, escrito por Afonso Cruz, a partir do qual Daniela Marques protagoniza as memórias de uma bactéria, a única da sua espécie, que equaciona os diferentes tipos de solidão.

“D.Audaxviator” integra a programação do mês de Junho da série “Solos&Solidão” promovida pela Acrítica – Cooperativa Cultural.

Os protagonistas desta criação inédita encontram-se em residência artística na Igreja da Misericórdia.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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