Tondela prepara estratégia para fazer face às alterações climáticas

por Rua Direita | 2016.02.01 - 14:54

 

No passado dia 28 de janeiro, decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Tondela, o workshop local do projeto ClimAdaPT.Local, envolvendo os agentes de intervenção local, num total de 60 participantes. Este encontro teve como objetivo dar a conhecer aos parceiros institucionais os efeitos futuros decorrentes das alterações climáticas e as medidas a implementar no tereno, no sentido de minimizar os mesmos.

O presidente do município, José António de Jesus, presidiu à sessão de apresentação do projeto, que contou com a presença de Luísa Schmidt, do ISC-Lisboa e dos técnicos do município, Eng.ª Maria João e arquiteto Ernesto Pereira.

Na circunstância, foram debatidos temas como os cenários climáticos para a região Centro, opções de adaptação às alterações climáticas de Tondela – vulnerabilidade, riscos, oportunidades e medidas, seguindo-se mesas temáticas para debate, troca de ideias e contributos para a estratégia de adaptação a essas alterações.

No início da sessão, José António de Jesus, confessou ter desejado ser um dos 26 municípios-piloto no percurso, no seio da CIM Viseu Dão Lafões, num projeto iniciado há um ano e em que a autarquia, através dos seus técnicos, está envolvida e que visa permitir que, desse trabalho, dessa discussão, “se possa ligar conhecimento científico àquilo que são as dinâmicas locais de cada território e que daqui seja possível a elaboração duma estratégia municipal, que responda às adaptações climáticas”.

Com base nessa estratégia, de preparação para as alterações climáticas, que envolve todos os intervenientes, seja criada uma plataforma que a todos torne “agentes públicos e os decisores políticos e também as instituições, os promotores do desenvolvimento local” que lhes possibilite “definir um instrumento, ou vários instrumentos de planeamento que venham dar resposta àquilo que é hoje já uma evidência”, sustentou o autarca e acrescentou: “Nós, normalmente, não temos a perceção no nosso dia-a-dia destas alterações, só nos apercebemos quando por vezes temos catástrofes que nos batem à porta ou ligamos a televisão e vimos situações anómalas, que têm um impacto, por vezes, devastador”.

Para si, que tem responsabilidades públicas tem que antecipar e preparar o futuro através da tomada de decisão que permita acautelar esses mesmos impactos. O autarca confessou sentir-se satisfeito pela autarquia estar envolvida “de forma tão empenhada neste projeto, sendo desejável que, após a definição desta metodologia e deste plano municipal, seja este município o pivot para que se transponha a informação e a comunicação aos demais municípios da CIM”, pois só assim, é que estes municípios poderão, num segundo momento, aceder aos instrumentos financeiros disponíveis para o efeito.

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“Há que ter a determinação, a vontade e o querer”, para, no pressuposto de que as transformações climáticas ocorrem, exista o projeto de articulação com os vários parceiros envolvidos, possa existir um plano municipal, estratégico, que corresponda às respostas necessárias para as alterações climáticas e “possamos, através dessa metodologia, ter um território e um concelho mais preparado para responder às adversidades”, explicou.

Uma coisa que os municípios poderão fazer, “é antecipar e prever aquilo que é o futuro, nunca poderemos é condicionar aquilo que são as alterações, para podermos viver com elas”, concluiu.

A segunda parte do workshop foi desenvolvida à volta de 5 mesas de debate, em que os agentes de desenvolvimento local foram convidados ao debate, à troca de ideias e a darem o seu contributo para a Estratégia de Adaptação às Alterações Climáticas de Tondela.

Esta sessão terminou com a partilha das conclusões recolhidas nas diferentes mesas de debate e os próximos passos a adotar neste âmbito.

 

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