Teatro Viriato Programação

por Rua Direita | 2017.10.26 - 12:34

 

NEW AGE NEW TIME

Intemporalidade, memórias, liberdade, luta e silêncio são alguns dos temas que povoam o New Age, New Time em 2017. Com um conjunto diverso de espetáculos e outras atividades ímpares, Viseu volta a ser o palco da dança contemporânea. Durante uma semana, coreógrafos consagrados e emergentes coabitam o mesmo espaço, partilhando paisagens estéticas e intelectuais, intensões, motivações, valorizando assim a liberdade artística mas também o panorama da dança portuguesa.

 

Cabe a dois coreógrafos de renome, que há muito influenciam a nova dança em Portugal, abrir e encerrar a sexta edição do NANT, nomeadamente Paulo Ribeiro e Rui Horta. São três gerações a integrar esta edição na qual podemos ver também o trabalho de Teresa Silva, Filipe Pereira, Cláudia Dias, Ricardo Machado, Marta Cerqueira, António Cabrita e São Castro. Destaque ainda para o workshop de Phil Hulford, assistente do mundialmente conhecido coreógrafo Hofesh Shechter, para a exposição “Para uma timeline a haver”, de Ana Bigotte Vieira e João dos Santos Martins e para a instalação holográfica criada por António Cabrita e São Castro.

Uma programação intensa que celebra a dança, as artes e convoca o público a descobrir novas linguagens artísticas dentro da dança contemporânea.

Preços: 5€ (por espetáculo) 25€ (programa completo)

m/ 12 anos

 

17 e 18* NOV // sex e sáb 21h30 // duração a definir // *ESPAÇO DA PALAVRA

WALKING WITH KYLIÁN. NEVER STOP SEARCHING

PAULO RIBEIRO | COMPANHIA PAULO RIBEIRO

estreia

Um passeio com Jiří Kylián. É assim que Paulo Ribeiro apresenta a sua nova criação de homenagem a um coreógrafo que respira o presente e exala a intemporalidade, alguém que carrega uma mão divina. Um coreógrafo que é – para Paulo Ribeiro – uma referência maior, com quem quer comunicar, partilhar, passear intensamente.

Em Walking with Kylián. Never Stop Searching, Paulo Ribeiro aproxima-se de Jiří Kylián, do que está por trás das suas obras, para refletir sobre a diversidade das suas linguagens coreográficas, especialmente, sobre a diferença entre elas; mas também sobre a eficácia da linguagem e do pensamento no ato da criação.

Uma coreografia para seis intérpretes e a mão de Deus…

 

Coreografia Paulo Ribeiro

Desenho de luz Nuno Meira

Interpretação Ana Jezabel, André Cabral, André Mesquita, João Cardoso, Miguel Oliveira e Teresa Alves da Silva

Agradecimentos Companhia Nacional de Bailado e Mudas – Museu de Arte Contemporânea da Madeira

Produção Companhia Paulo Ribeiro

Coprodução Centro Cultural Vila Flor, Direção Regional da Cultura da Madeira, Teatro Nacional São João, Teatro Viriato e São Luiz Teatro Municipal

A Companhia Paulo Ribeiro é uma estrutura financiada pela DGARTES

 

20 NOV // seg 21h30 // 40 min. aprox.

O QUE FICA DO QUE PASSA

TERESA SILVA e FILIPE PEREIRA

 

O que fica do que passa é sempre uma sensação. Tanto evoca memórias, como se manifesta na projeção das nossas imagens e ideias no que vemos.

Esta peça é o resultado de um processo artístico orientado pela e para a sensibilidade e intuição. Os criadores procuram neste trabalho uma dança que dá a ver para além do movimento concreto e que procura ecoar em múltiplas vias.

Em palco convocam-se impressões momentâneas e de forma transversal estabelecem-se relações subtis entre perceção, visão, projeção, imaginário e tempo. A aventura é sentir. Dar-se a possibilidade de ter, por momentos, um olho que sente.

Criação, interpretação, luz, sonoplastia, figurinos e espaço cénico Teresa Silva e Filipe Pereira

Aconselhamento dramatúrgico Rita Natálio

Direção técnica Carlos Ramos

Música excerto de “Prelude à l’après-midi d’un faune”, de Claude Debussy

Residências artísticas O Espaço do Tempo, Residências ON/OFF (Guimarães 2012), Alkantara, Ponto de Encontro (Casa Municipal da Juventude, C.M. Almada), Centro Cultural do Cartaxo, O Rumo do Fumo, Atelier Re.al, Auditório Municipal Augusto Cabrita.EIRA/Teatro da Voz

Coprodução Festival Materiais Diversos e Fundação Calouste Gulbenkian

 

 

22 NOV // qua 21h30 // 50 min.

SEGUNDA-FEIRA: ATENÇÃO À DIREITA!

CLÁUDIA DIAS

 

Segunda-feira é o primeiro espetáculo do ciclo de sete peças que Cláudia Dias criará ao longo dos próximos sete anos, no qual se propõe a reconstituir um combate de boxe. Em palco a coreógrafa e o boxer vão dar e levar na boca literal e metaforicamente. Ao sentimento de opressão, de que se libertam combatendo, opor-se-á o sentimento de solidariedade, entre pares, que se reforça no combate, quando em palco se reconhecem como iguais.

Com este trabalho Cláudia Dias marca o regresso ao New Age, New Time.

 

Conceito e direção artística Cláudia Dias

Artista convidado Pablo Fidalgo Lareo

Texto Cláudia Dias e Pablo Fidalgo Lareo

Intérpretes Cláudia Dias, Jaime Neves e Karas

Olhar Crítico – Sete Anos, Sete Peças Jorge Louraço Figueira

Treinador de Boxe Tailandês Jaime Neves

Cenografia e desenho de luz Thomas Walgrave

Direção técnica Nuno Borda De Água

Produção Alkantara

Coprodução Alkantara Festival e Noorderzon Performing Arts Festival Groningen no âmbito do NXTSTP / Programa Cultura da União Europeia; Goethe Institut; Maria Matos Teatro Municipal; Teatro Municipal do Porto

Apoios Fundação GDA e Fundação Calouste Gulbenkian

O projeto Sete Anos Sete Peças é apoiado pela Câmara Municipal de Almada Alkantara – A.C. é uma estrutura financiada por Ministério da Cultura / Direção-Geral das Artes e Câmara Municipal de Lisboa

 

23 NOV // qui 21h30 // 15 min.

L’APRÈS-MIDI D’UN SPORTIF

RICARDO MACHADO

 

Plano de treino: Tónus, trabalho e vigor. Repouso, transe e ideação. Um deus que alterna entre desportista voraz e bailarino à solta – na flora.

 

L’après-midi d’un sportif é um solo que explora dois universos distintos, o desporto e o poema “L’après-midi d’un faune” do autor Stéphane Mallarmé. No universo desportivo interessa o trabalho, o tónus muscular, o esforço, a transpiração, a transcendência, a repetição e o “ser saudável”. O poema “L’après-midi d’un faune” fala-nos de um fauno que acaba de acordar após a sesta e que discorre sobre os seus encontros com ninfas e experiências sensuais.

Aqui, interessa o repouso, a preguiça, a ideação, a sensualidade e o sexo. Poderão estes universos tão distintos coabitar num curto solo?

Coreografia e interpretação Ricardo Machado Música Ken Nordine

Produção Festival TODOS e Outro Vento

 

 

23 NOV // qui 22h00 // 25 min. aprox.

MUTE

MARTA CERQUEIRA

 

O som e o movimento assumem uma presença constante no nosso quotidiano e influenciam substancialmente a nossa perceção da realidade. MUTE é um solo coreográfico silencioso, que trabalha a relação entre a música e o efeito desta num corpo.

Em palco, uma bailarina recebe estímulos sonoros por meio de auriculares, cujos conteúdos não estão acessíveis ao público. Em MUTE o corpo percorre o que está omisso e revela o seu impacto. O espectador pode receber mais ou menos informação sobre o corpo que se manifesta, e navega pela jogo de revelação ou omissão de informações.

Este é um solo que pretende explorar a dinâmica On/Off, na qual a ideia de acesso à informação depende de nós e do contexto onde estamos inseridos.

Criação e interpretação Marta Cerqueira

Assistência do dispositivo/desenho sonoro João Bento

Vídeo de divulgação Bruno Canas

Apoios Teatro da Voz, Estúdio Largo Residências

Agradecimentos Companhia Olga Roriz, Tiago Cerqueira, Simão Costa, Manuel Furtado, Maria Ramos e Luís Bombico

 

24 NOV // sex 21h30 // 62 min.

 

UM SOLO PARA A SOCIEDADE

ANTÓNIO CABRITA e SÃO CASTRO | COMPANHIA PAULO RIBEIRO

 

Um solo para a sociedade é a primeira peça de António Cabrita e São Castro enquanto diretores artísticos da Companhia Paulo Ribeiro. Nesta peça, criada a partir do monólogo “O Contrabaixo”, de Patrick Süskind, os dois coreógrafos procuram aprofundar a reflexão sobre como as pessoas ocupam um território comum, abordando problemáticas que norteiam a condição humana, tais como o amor, a liberdade, a escolha, a identidade; ampliando o gesto como movimento elaborado e exteriorizado dessa reflexão. O confronto do eu e dos outros, do barulho e do silêncio, em som visível no corpo. Um solo diante da sociedade, o público. Um público que observa o indivíduo, um intérprete que observa a sociedade.

 

Conceito São Castro

Coreografia, desenho de luz e figurino António Cabrita e São Castro

Música original São Castro Música adicional Daniel Bjarnason, Hildur Gudnadóttir, Jean Sibelius e Jean-Baptiste Lully

Interpretação Miguel Santos

Produção Companhia Paulo Ribeiro

Coprodução Teatro Viriato

A Companhia Paulo Ribeiro é uma estrutura financiada pela DGARTES

 

26 NOV // dom 18h00 // 60 min. aprox. // ESPAÇO DA PALAVRA

VESPA

RUI HORTA

 

Uma peça sobre uma cabeça a explodir, sobre o que nem sequer falhámos porque nos coibimos de cumprir. Na dupla condição de voyeur, a do outro e a de si próprio, o público compõe o tétris do personagem em cena, desafiando a sua própria conceção do registo público e privado. Este solo é uma possibilidade, uma fractal, marca fugaz.

Rui Horta é um veterano selvagem. Só essa condição lhe permite hoje a ousadia e a obstinação de voltar ao palco após 30 anos de ausência. Ou é ou não é. Então, que seja. Que haja luz, fogo, dor e, sobretudo, corpo. Que haja um raio que ilumina e destrói. Mas que haja. Que seja. Uma vespa dentro da cabeça, um zumbido a roer o pensamento.

 

Coreografia, iluminação, interpretação Rui Horta

Música original Tiago Cerqueira

Produção executiva O Espaço do Tempo

Coprodução Centro Cultural Vila Flor/ Guimarães, Convento São Francisco/ Coimbra, Teatro Aveirense/ Aveiro, Centro de Arte de Ovar/ Ovar, Hellerau Europäisches Zentrum der Künste/ Dresden

Residência artística O Espaço do Tempo

 

EXPOSIÇÃO / FOYER

17 NOV a 22 DEZ  // seg a sex 13h00 às 19h00 e em dias de espetáculo

PARA UMA TIMELINE A HAVER — genealogias da dança enquanto prática artística em Portugal

Ana Bigotte Vieira e JOÃO DOS SANTOS MARTINS

 

Construindo no foyer do Teatro Viriato uma cronologia para a dança em Portugal, PARA UMA TIMELINE A HAVER é um exercício coletivo de investigação e de sinalização de marcos relativos ao desenvolvimento e disseminação da dança como prática artística em Portugal nos séculos XX e XXI, com especial incidência na segunda metade do século XX. Trata-se de sinalizar episódios que foram delineando a história da dança em Portugal, inserindo-os numa perspectiva alargada tanto das transformações pelas quais a sociedade portuguesa passou como do discurso sobre o coreográfico (e o que é ou pode ser a dança), de modo a entrever tensões, momentos-chave e emblemáticos.

 

Curadoria, investigação e edição Ana Bigotte Vieira e João dos Santos Martins

Apoio à pesquisa Pedro Cerejo e Sílvia Pinto Coelho

Design Ana Schefer e Teo Furtado

Produção Associação Parasita

Agradecimentos Paula Caspão, Maria José Fazenda e Daniel Tércio

Apoios Fundação Calouste Gulbenkian, Instituto de História Contemporânea, Teatro Sá da Bandeira – Santarém, Centro de Estudos de Teatro e República Portuguesa: Cultura/ DGArtes Direção-Geral das Artes

 

INSTALAÇÃO / FOYER

17 a 26 NOV // seg a dom 21h00 às 21h30

BOX

ANTÓNIO CABRITA e SÃO CASTRO

 

Criada em 2013, BOX nasceu da vontade de levar o “corpo dançante” para um local fora do contexto comum de apresentação, de quebrar a barreira espaço/tempo. Um corpo que dança e que permanece, por tempo indefinido, ao olhar de quem o observa, através de uma representação do real, na forma de um holograma. Em 2018, com a produção da Companhia Paulo Ribeiro e a coprodução do Teatro Viriato, os autores pretendem ampliar este projeto artístico através do convite a outros coreógrafos nacionais, propondo uma viagem pela história da dança contemporânea portuguesa e pelas suas identidades e linguagens coreográficas. O desdobramento de uma multidisciplinaridade artística que cruza a dança, a tecnologia e as artes plásticas.

 

Conceito António Cabrita

Coreografia e Interpretação São Castro

Sonoplastia São Castro

Elemento Cénico António Cabrita e João Frango

Construção Manuel Vitória

Apoios Câmara Municipal do Barreiro, Indielisboa e Vo’arte

 

 

WORKSHOP

18 NOV

PARA UMA TIMELINE A HAVER

Ana Bigotte Vieira e JOÃO DOS SANTOS MARTINS

 

sáb 10h00 às 13h00 // m/ 14 anos // preço 10€

 

Nesta oficina, João dos Santos Martins e Ana Bigotte Vieira propõem-se a apresentar o projeto e a ativar a timeline por um período de três horas, relacionando-a com os seus vários contextos de produção e exposição, em particular Viseu, o Teatro Viriato e o ciclo New Age, New Time 2017.

 

AULA

19 NOV

AULA COM…

MIGUEL OLIVEIRA

 

dom 14h00 às 16h00  //  m/ 16 anos interessados em dança // preço 4€

 

Aproveitando a passagem de Miguel Oliveira por Viseu, no âmbito da estreia de Walking With Kylián. Never Stop Searching, o Teatro Viriato convidou o bailarino para ministrar uma aula de dança contemporânea.

Miguel Oliveira iniciou a sua carreira na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, passou pelo Ballet Gulbenkian e durante anos foi bailarino na conceituada companhia Nederlands Dans Theatre. Desde 2007, que trabalha como intérprete freelance.

Nesta aula, Miguel Oliveira irá partilhar a experiência de ter trabalhado com coreógrafos de renome como Jiří Kylián, Mats Ek, Oscar Araiz, Nacho Duato, Itzik Galili, Rui Horta, Ohad Naharin, William Forsythe, Paul Lightfoot & Sol Leon, Stijn Celis, Tero Saarinen, Regina van Berkel, entre outros.

 

 

WORKSHOP

23 NOV

SE QUERES SABER PERGUNTA!

CLÁUDIA DIAS com JAIME NEVES

 

qui 14h00 às 18h00  // Ensino Secundário (s/ experiência em dança)

lotação 1 turma //  preço 1,50€

 

Partindo da peça Segunda-feira: Atenção à direita!, a qual aborda conteúdos ligados à ideia de luta, de combate e questionamento, Cláudia Dias propõe o workshop Se Queres Saber Pergunta!.

Com foco na mesma temática, este workshop contará com a presença do treinador de boxe tailandês Jaime Neves, que proporcionará aos alunos um contato mais direto com a linguagem do Boxe e do Muay Thai.

Simultaneamente, num jogo de perguntas e respostas, os alunos serão estimulados a formular questões de ordem individual, coletiva, existencial e política. O objetivo passa por fomentar as diferentes tonalidades e intenções da formulação de uma pergunta e fazer perceber que o ato de perguntar é o veículo do saber pensar.

 

 

WORKSHOP

25 e 26 NOV

CREATIVE MOVEMENT PLAY

PHIL HULFORD

 

sáb 10h00 às 18h00 e dom 10h00 às 13h00

m/ 18 anos estudantes ou profissionais de dança (nível avançado)

lotação 18 participantes

inscrições até 31 OUT, através de envio de CV para bilheteira@teatroviriato.com

processo de selecção até 03 NOV

preço 30€

 

Phil Hulford, assistente do mundialmente aclamado coreógrafo Hofesh
Shechter, orienta em Viseu um workshop para estudantes (nível superior) ou profissionais de dança. O também coreógrafo irá explorar com os participantes formas animalescas de movimento, de forma individual ou coletiva. Acreditando que a improvisação é o principal meio de cada pessoa descobrir a forma de se mover, serão também elaborados diversos jogos de improvisação de forma a que cada participante conheça os limites do seu corpo.

 

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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