Teatro e Circo de “Mundo Interior” sobem ao palco do Teatro Viriato em Viseu

por Rua Direita | 2018.02.07 - 11:20

Depois de um ano a percorrer vários palcos nacionais,  Mundo Interior iniciou a nova digressão de 2018. O Teatro Viriato, em Viseu, recebe esta peça, que mistura teatro e circo, já no dia 24 de fevereiro às 21h30.

Um espectáculo criado pela Companhia João Garcia Miguel (Cia JGM) e o artista circense João Paulo Santos, inspirado no mestre Sufi Jalâl Rûmi e no seu livro “Mundo Interior,” que nos ensina a procurar o conhecimento de nós próprios e a seguir um caminho que nos conduza à realização daquilo a que fomos destinados.

Pode ver o espectáculo no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch? v=LinZ3ZKG_cY

 

Críticas à criação de “Mundo Interior”:

Bruno Schiapa – Ator, encenador e dramaturgo

“Um espetáculo que desafia a gravidade e a nossa “calma”. Anunciado como “uma criação conjunta de João Garcia Miguel e João Paulo Santos, que junta teatro e circo. A peça tem como ponto de partida o livro “Mundo Interior” do poeta islâmico Jalâl Rûmi e baseia- se na lenda de destruição de Kash, de Joseph Campbell, e de um excerto da “Divina Comédia”, de Dante. Um velejador solitário parte à descoberta de um mundo interior desconhecido e, nessa força de querer viajar e de descobrir, abre e revela este mundo, ao mesmo tempo que o confunde e o destroça em fragmentos. Uma peça que questiona a formatação social de uma incessante procura de segurança e tranquilidade que, ilusória, nos afasta da noção de desconhecido como possibilidade de descobrimento.”

Mas para mim é também sobre o desafiar o destino, a profecia, o lugar comum do desencanto. Mas é, sobretudo, sobre o desafiar da mortalidade cuja certeza e cronograma pode prostrar-nos. Uma excelente performance de João Paulo Santos que domina o mastro chinês de modo alucinante. O texto alterna entre o mordaz e o satírico remetendo-nos para lugares onde “se se perderem eu também me perco” e onde “o haxixe faz felizes os que estão acordados”. Não percam… pela vossa saúde”.

 

Fernando Alvim – Apresentador de Televisão e radialista

“Garanto que vale todos os segundos. É uma singular mistura entre teatro e circo, há uma voz interior que se ouve pelas colunas, há um actor, há uma lenda a ser contada em forma de sussurro , é um espectáculo que nos faz levantar da cadeira e aplaudir de pé durante muito tempo. até sábado, no Teatro Ibérico. “Mundo interior” de João Garcia Miguel e João Paulo Santos.”

 

Rute Alegria – Artista Plástica

“MUNDO INTERIOR….

um espetáculo inquietante que nos atira em simultâneo, para dentro e para fora dos nossos corpos, que nos conta uma história doce e hipnótica como o haxixe, na voz superlativa de Miguel Borges desenhada magistralmente pelo corpo-criador de João Paulo Santos, depois de ser minuciosamente esculpida e forjada pelo “coração/mente” do Mestre João Garcia Miguel

Para mim, a procura deste “MUNDO INTERIOR ” começa no sopé dos pirenéus….. para o João Garcia Miguel e João Paulo Santos, começa há 20 anos atrás, quando os Deuses os juntaram aos pés… do Tejo”

 

Maria João Guardão – Jornalista 

Aviso à navegação: ver dois criadores a reinventarem-se é coisa rara. Fazê-lo, ao mesmo tempo, para dentro e para fora (para nós) é obra. João Paulo Santos – capaz do improvável e do poético no mastro chinês – e João Garcia Miguel, força poderosa nos palcos e no avesso dos palcos (o Olho, no Ginjal, incubadora de tantos projetos e ainda mais pessoas, por exemplo), encontram-se numa viagem que é hipnótica e é profunda, íntima e comum, um mergulho cheio de altos e baixos que altera a nossa percepção do corpo e do texto – com a voz do Miguel Borges e os ambientes sonoros do Tiago Cerqueira a exponenciarem e a conterem tudo. Chama-se Mundo Interior.

 

Rita Prata – Teatro Ibérico.

“Fui ver um mundo interior. Um espetáculo de dentro para fora e dono do seu próprio género. É uma imagem, emoção, profundidade e abanão muito crescentes em duas formas de expressão: um corpo em movimento que nos conta uma história e uma voz que nos sussurra sobre histórias contadas e sobre o que nos difere das estrelas. Senti que foi um percurso em que o concreto foi concreto e o abstracto foi abstracto, o suficiente para que até eu me pudesse incluir ali, na minha perspectiva, com as minhas memórias e as minhas histórias, naquela que foi uma viagem-remoinho sensorial e avassaladora!”

 

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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