“Solos&Solidão” – Ciclo 2 – Teatro

por Rua Direita | 2018.06.01 - 09:48

 

Teatro do Oprimido, Leonor Keil e Afonso Cruz no mês do Teatro

Quatro projectos. Quatro visões sobre o isolamento e a solidão. O teatro social, as memórias de infância em forma de esqueleto de baleia, os excessos de uma bactéria e os guardiões do rio .“Solos & Solidão” é o ciclo de artes que decorre em Viseu até outubro. Junho é o mês do teatro

O ciclo 2 da série “Solos&Solidão” é dedicada ao teatro, às residências artísticas e ao trabalho com a comunidade. Em Viseu, durante o mês de Junho, Leonor Keil, Afonso Cruz, Rui Souza, Daniela Marques, Rui Pereira, Sónia Barbosa, Teatro do Oprimido e Palmilha Dentada são os nomes e os projectos que vão passar pelo Carmo’81. Ranhados e Mundão recebem também uma extensão deste ciclo.

O mês abre com o Teatro do Oprimido. Durante três dias (1,2, e 3 de Junho), a equipa, juntamente com a actriz e encenadora viseense Sónia Barbosa, promove oficinas com o público em geral. A apresentação final está marcada para o dia 3.

“Ao longo de três dias procurar-se-á perceber, colectiva e teatralmente, com que dificuldades os participantes lidam no seu quotidiano e que mecanismos podem accionar para ultrapassá-las. Partindo do som, da imagem e da palavra exploram-se as suas vivências para criar uma peça de teatro-forum que será apresentada no fim da formação”, explica a organização.

O Teatro do Oprimido alia o teatro à acção social e entende-o como instrumento de emancipação política também nas áreas da educação, saúde mental e do sistema prisional.

“A solidão é o mote para pegarmos no que parece individual e nos afronta sem rede para o que pode ser colectivo”, salienta.

“Solos & Solidão” é um ciclo de artes que apresenta uma série de perspectivas focadas nos custos/benefícios do isolamento humano, recorda Nuno Rodrigues, da Acrítica.

Ainda no mês de Junho, destaque para a presença da bailarina Leonor Keil com o seu “Esqueleto de Baleia na Casa dos Avós” (9 e 10). A peça é apresentada pela primeira vez em Viseu, no Carmo’81, e no Centro Social e Paroquial de Mundão. A 22, a Igreja da Misericórdia é o palco para a música de Rui Souza e para as palavras de Afonso Cruz.

O mês dedicado ao teatro termina com o “Guardião do Rio” pelo grupo Palmilha Dentada.

Promovido pela cooperativa cultural Acrítica, que dinamiza o espaço Carmo’81, o projeto “Solos& Solidão” prima pela diversidade, com um programa que se estende até Outubro e integra cinema, teatro, artes plásticas, fotografia e música.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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