Sernancelhe de mãos dadas com Aquilino…

por Rua Direita | 2018.11.26 - 16:16

 

 

… Não de hoje ou de ontem. Vem de há muito a chama que perdura viva em Sernancelhe, não esquecendo Aquilino Ribeiro que, com o Santuário da Lapa e a Castanha, formam o ramalhete odoroso do seu ex-libris.

A Câmara Municipal criou em 2008 a sua revista literária mono temática “aquilino”, exclusivamente dedicada à divulgação da vida e obra do Escritor, para assim desta forma, contribuir a seu modo para a perpetuação do nome daquele seu filho da terra, que a sua Terra tão longe levou.

Apresentou-se no passado sábado o seu 4º número. Se o 3º — e para não recuarmos mais no tempo – se dedicou a uma actualização e alargamento da fotobiografia de Aquilino – a última, da lavra do médico e escritor Fernando Namora, datava de 1963 – este último número é exclusivamente consagrado à publicação de mais de 3 dezenas de prefácios feitos pelo autor em obra alheia, ora, no dizer de Montalvão Machado, como “valente amigo dos novos”, ora servindo para melhor dar a conhecer a vida, a obra e o contexto histórico em que Almeida Garrett, por exemplo, viveu, na republicação de “Viagens na minha terra”.

O museu do Centro de Artes de Sernancelhe encheu-se para acolher os aquilinianos que disseram “presente”.

Armando Mateus, vereador da Cultura, deu as boas-vindas; actuou um quarteto de sopro do Conservatório Regional de Música de Ferreirim; Paulo Neto, director da revista saudou, disse ao que vinha, fez um pouco de história,referiu a importância dos prefácios, aqui já não figurantes da obra, mas sim, protagonistas a corpo inteiro e agradeceu à autarquia pelo seu empenhamento cultural, na figura de José Mário Cardoso, Carlos Silva Santiago e todo o Executivo; seguiu-se-lhe a professora da Universidade de Aveiro, Maria Eugénia Pereira, de há muito uma amiga de Sernancelhe e uma colaboradora desde sempre de acções relacionadas com Aquilino. Em Portugal e no estrangeiro.

Presentes estiveram, para grande mérito do evento, os três autarcas das Terras do Demo, José Eduado Ferreira, de Moimenta da Beira, José Morgado, de Vila Nova de Paiva e Carlos Silva Santiago, o anfitrião. Todos usaram da palavra, sendo o denominador comum do seu discurso a imperiosidade de, em conjunto, tudo ao seu alcance fazerem para manter viva esta chama literária transversal aos 3 Concelhos, também eles, os detentores e administradores da Fundação Aquilino Ribeiro, em Soutosa.

O comprometimento final foi o de, em 2019, comemorarem em sintonia conjunta, o centenário da edição da obra “Terras do Demo” (1919), com uma nova reedição, em colaboração com a Bertrand e demais instituições empenhadas na efeméride como a Biblioteca Nacional e a Junta de Freguesia de Alvalade, onde o escritor teve a sua última residência, na Rua António Ferreira, do Bairro de S. Miguel.

Entre muitos outros, estiveram presentes os deputados Pedro Alves e Lima Costa, o presidente da Câmara Municipal de Mangualde, João Azevedo, os ex-deputados José Junqueiro e Acácio Pinto, vereadores das autarquias de Moimenta da Beira, Vila Nova de Paiva e Sernancelhe, presidentes das juntas de freguesia, o presidente da AM de Moimenta da Beira, o reitor do Colégio da Lapa, o coronel Fernando Figueiredo e o politólogo Miguel Fernandes, Jorge Azevedo e Luís Alves, Olavo Azevedo, Eduardo Arimateia, administrador da Visabeira, Nuno Rosmaninho, da Universidade de Aveiro, directores da Esproser e do Agrupamento de Escolas,  os colaboradores da revista, Paulo Pinto, Cristina Morais, Josete Sobral, comunicação social… e mais uma centena de distintos aquilinianos que não conseguimos aqui singularizar, merecedores de gratidão pelo seu empenho e dedicação.

O evento acabou com mais um momento musical, seguindo-se uma apreceituada Merenda Beiroa.

 

 

(Fotos de Paulo Pinto e João Ramos)

 

 

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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