NOVA TEMPORADA NO TEATRO VIRIATO

por Rua Direita | 2017.04.05 - 10:47

ABRIL a JULHO’17

NOVA TEMPORADA NO TEATRO VIRIATO

 

No novo quadrimestre mantemos os pressupostos desta casa. O Teatro Viriato é um lugar de descoberta, de transformação. Teremos vários motivos para que o público continue a entrar neste edifício. De abril a julho, apresentamos três estreias, na área da Dança. Apresentamos uma encomenda do Grupo Dançando com a Diferença, feita a Tânia Carvalho, uma coreógrafa que temos acompanhado de perto e que tem neste momento uma importante projeção internacional. Estreamos o mais recente trabalho de António Cabrita e São Castro, os novos diretores artísticos da Companhia Paulo Ribeiro. Um solo para a sociedade está em sintonia com o que tem sido tema transversal na programação do Teatro Viriato, que tem a ver com o questionamento do indivíduo em sociedade. Por cortesia da RTP, fomos autorizados a estrear a nível nacional, um episódio da série documental Portugal que Dança. É um documentário sobre os novos coreógrafos portugueses. O Teatro Viriato irá exibir o episódio dedicado a São Castro e António Cabrita.

Paula Garcia, durante a apresentação da programação de ABR a JUL’17

 

 

A nova temporada do Teatro Viriato continua a desenvolver um trabalho que questiona o indivíduo, a sociedade e o mundo, potenciando assim a descoberta e a criatividade. De abril a julho, o Teatro Praga está de regresso ao Teatro Viriato com Despertar da primavera, a Companhia Nacional de Bailado apresenta em Viseu o programa de comemoração dos seus 40 anos. Haverá espaço para três estreias: a nova criação do grupo Dançando com a Diferença, da autoria da coreógrafa Tânia Carvalho, o novo solo da Companhia Paulo Ribeiro e a estreia nacional de uma série documental que será exibida dentro em breve pela RTP2. Giacomo Scalisi traz até Viseu o seu mambo italiano e irá desafiar os viseenses a confecionar pasta num espetáculo diferente do habitual, que mistura o teatro com a gastronomia e que conta com dramaturgia de Afonso Cruz e cocriação de Miguel Fragata.

 

O mês de abril fica marcado pelo Festival Internacional de Música da Primavera (09 a 29 de abril). Um evento que é já um marco cultural na área da música e do qual o Teatro Viriato tem vindo a ser parceiro. Com uma programação diversificada e músicos mundialmente reconhecidos, o festival dará primazia à música de câmara, música contemporânea e música coral sinfónica. No âmbito do K Cena – Projeto Lusófono de Teatro Jovem (20 a 22 de abril), sobe ao palco do Teatro Viriato um novo espetáculo baseado na obra Ubu Rei, de Alfred Jarry. Este ano a encenação ficará a cargo de Paulo Miranda e João Branco. No último dia de apresentação do K Cena, o jovem Gabriel Gomes, que teve o primeiro contacto com o teatro no projeto PANOS, no Teatro Viriato, apresenta a sua primeira peça de teatro editada em livro.

 

A abrir o mês de maio, o Teatro Praga provoca o público viseense com a peça Despertar da Primavera, uma tragédia de juventude (05 de maio). A partir da obra de Frank Wedekind e da tradução de José Maria Vieira Mendes, o Teatro Praga cria para palco uma linguagem própria para um grupo de adolescentes em conflito com uma sociedade conservadora e moralista. Ao longo do espetáculo a companhia aborda ainda temáticas como a repressão sofrida pelas identidades alternativas, a questão de géneros e a rejeição social. Depois da estreia para o público escolar, o Teatro do Vestido continua a dar a conhecer o Teatro Viriato e os seus bastidores com a visita De dentro para Fora e de Pernas para o Ar (e para o Chão) (08 a 20 de maio). Nesta visita/ espetáculo de teatro, Sónia Barbosa conduz o público pelos sítios comuns do Teatro Viriato, mas também pelos recantos que muitas vezes não estão acessíveis, permitindo assim uma outra visão desta instituição. Sob o signo do elemento água, o coletivo Drumming – Grupo de Percussão apresenta em Viseu Mares (13 de maio), do compositor António Chagas Rosa. Este é um concerto que demonstra a maturidade criativa do compositor e a constante capacidade de renovação dos Drumming. Para além das composições de António Chagas Rosas, o grupo irá também abordar obras de outros compositores. Ouvir Os Lusiadas, de Luís Vaz de Camões, é a proposta do ator António Fonseca que efetuou uma gravação integral da obra na qual junta a sua voz a outras 44 de países falantes de português. António Fonseca acredita que o audiolivro Os Lusiadas como nunca os ouviu (18 de maio) permite ao público ter outra visão da obra e do seu conteúdo. Seguindo a mesma temática, o ator proporciona ao público escolar uma interpretação de Os Lusíadas de Lisboa à Índia | Ida, que com recurso aos versos de Camões retrata a primeira parte da viagem dos portugueses até ao oriente. Tânia Carvalho foi convidada a criar um novo espetáculo para o grupo Dançando com a Diferença. A estreia acontece no Teatro Viriato no dia 26 e 27 de maio. Lançada em março deste ano, a BoCA – Bienal de artes Contemporâneas (27 de maio a 14 de junho) terá uma extensão em Viseu com uma exposição da coreógrafa e bailarina Tânia Carvalho. Em Toledo, a artista dá a conhecer uma faceta mais desconhecida do seu trabalho. A BoCA tem como missão a promoção da criação contemporânea ao convidar artistas a explorar algo em potência no seu trabalho mas que nunca tenha sido mostrado ao público isoladamente. Partindo da obra Parece um Pássaro (29 de maio a 03 de junho), de David Machado e recorrendo aos elementos visuais criadas pelo ilustrador Gonçalo Vieira, o ator Raimundo Cosme conta a história do menino que encontra um curioso chapéu. Um espetáculo encantador para o público escolar e famílias.

 

O Teatro Viriato tem o privilégio de apresentar em primeira mão um episódio da série documental Portugal que Dança (02 de junho), que vai ser exibida na RTP2. O episódio centra-se nos coreógrafos São Castro e António Cabrita e tem como ponto de partida a conceção da obra Rule of Thirds, estreada em 2016. Da vontade de pôr as pessoas a confecionar massa com as suas próprias mãos e a falar de interculturalidade, Giacomo Scalisi, Miguel Fragata e Afonso Cruz criaram Pasta e Basta (08 a 11 de junho). Um mambo italiano que ao longo de três horas coloca as pessoas a partilhar os diferentes ingredientes e a sentir as diversas tradições e culturas que existem hoje em dia nas cidades, partilhando assim o mundo. A Companhia Paulo Ribeiro estreia a 09 de junho Um solo para a sociedade, uma criação de António Cabrita e São Castro. Concebido a partir do monólogo O contrabaixo, de Patrick Suskind, este espetáculo pretende abordar a metáfora estabelecida entre a hierarquia de uma orquestra e a organização da sociedade. Temas que norteiam a condição humana, tais como o amor, a liberdade, a identidade serão também abordados pelo movimento criativo dos coreógrafos. O Teatro Viriato junta-se às celebrações dos 40 anos da Companhia Nacional de Bailado e recebe em junho A Perna Esquerda de Tchaikosvski (17 de junho), de Tiago Rodrigues, atual diretor do Teatro Nacional D. Maria II. Em palco, a bailarina Barbora Hruskova interpreta a memória de uma longa carreira na dança e as marcas que esta deixou no seu corpo, ao som do piano de Mário Laginha, que compôs a música original do espetáculo. No âmbito do Espaço Aberto, a Escola de Dança Lugar Presente termina o ano letivo com as apresentações finais (20 a 25 de junho). Este ano, os professores e os alunos irão inspirar-se na questão: O que é a identidade?. Um momento que será também marcante pelo facto de os primeiros alunos do curso de ensino articulado de dança terminarem os seus estudos.

 

O mês de julho inicia em tom de comédia com o coletivo brasileiro Porta dos Fundos e o humorista português César Mourão. Portátil (03 de julho) é um espetáculo de improvisação sem interrupções em formato longo. Roriz, Wellenkamp, Forsythe e Naharin (07 de julho) são os nomes dos coreógrafos responsáveis pelos quatro êxitos de bilheteira da Companhia Nacional de Bailado, e que serão agora apresentados em Viseu. A terminar a temporada, Luis Miguel Cintra, ex diretor do Teatro da Cornucópia, começa a desenvolver o seu mega-projeto que pretende levar à cena a peça Um D. João Português. O encenador convida pessoas interessadas no seu trabalho a participarem num encontro no qual irá abordar uma parte do texto da peça e assim trabalha-lo com os espectadores (28 de julho).

 

No âmbito do Sentido Criativo, as propostas passam por uma oficina para as férias da Páscoa, intitulada Gigagrafia e que será orientada por Ana Seia de Matos e Raquel Balsa, e por duas oficinas de Dança Clássica que serão orientadas por bailarinos da Companhia Nacional de Bailado.

No Foyer, o fotógrafo Fernando Carqueja expõe 3 corpos em Viagem (17 a 28 de julho), uma mostra centrada em três alunos da Escola de Dança Lugar Presente que inauguraram o ensino especializado da dança em Viseu e que chegam agora ao final dessa jornada de ensino.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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