Não Kahlo no Centro Cultural Malaposta

por Rua Direita | 2018.03.14 - 20:38

D. Mona sobe à cena do Centro Cultural Malaposta​ 
(Café-Teatro) com o espectáculo Não Kahlo no​​s dias​ ​4, 5 e 6 de maio de 2018.

D. Mona é uma cooperativa teatral, criada pela encenadora e actriz Mónica Kahlo e pela antropóloga e investigadora Sílvia Raposo, reivindicando um espaço de reflexão e experimentação artísticas. Mónica Kahlo e Sílvia Raposo são doutorandas em artes performativas e trabalham como criadoras desde 2014.

Não Kahlo é o novo espectáculo das produções D. Mona. Partindo da noção de «conto-sonho», do universo non-sense e do mundo onírico criado por Lewis Carrol em Alice no País das Maravilhas (1865) e Alice através do espelho, Não Kahlo recria Alice não como uma sucessão de eventos, mas como uma história que mergulha no universo surrealista, do realismo mágico latino-americano, biográfico e artístico da pintora mexicana Frida Kahlo. 

O espectáculo destaca-se por ser multilingue (falado em português, inglês, francês e espanhol) e tem estreia marcada para Maio de 2018 em Lisboa; Julho de 2018 em Lavapiés, Madrid; E em Outubro no Porto e em Trás-os-Montes/Alto Douro.

Sobre o espectáculo:“O espectáculo conta a história da pintora Frida Kahlo que, ao seguir um coelho apressado, à semelhança de Alice, cai num poço que a conduz a um mundo de fantasia, onde se cruza com criaturas grotescas que problematizam a neurose entediante da rotina dos normais e o mundo incompreendido dos bizarros. Se no início do espectáculo Frida apresenta uma altura desmesurável, ao cair do vestido parece reduzir-se a um tamanho insignificante e apercebe-se que passou por uma série de transformações físicas – perdeu os dedos de um pé, sofreu múltiplas fracturas na coluna e 35 cirurgias, foi-lhe amputada uma perna, possui uma infecção nos rins, fuma, bebe, teve três abortos, mas nunca desistiu tendo-se tornado numa das principais figuras que projectou o cenário das artes latino-americanas para o mundo. ”

​Sinopse: 
Não Kahlo é canibalista. Comeu a orelha direita de Van Gogh.
Não Kahlo é cleptomaníaca. Roubou as rosas de Santa Isabel para adornar os cabelos de Frida.
Não Kahlo é contra-hegemónica. Arrancou o bigode de Dali para fazer a peruca de Barloff.
Não Kahlo é inconformada. Abriu a vala de Shakespeare para desenterrar a caveira de Yorick.
Não Kahlo é amante. As suas criações são exercícios espirituais.
Não Kahlo é iconoclasta. Subtraiu um prego à cruz e pregou-o na lista telefónica.
Não Kahlo é a acção de se desdobrar em infinitas mulheres.

Não Kahlo está de esperanças e quer parir um tigre que devore Shakespeare, Brecht, Van Gogh, Artaud, Cicciolina, Rivera, Abu-lughod, Heiner Müller, Monet, Foucault, Fassbinder, Ed Wood, Gauguin, Stanislavski, Beckett, Frida, Cesariny, Beethoven, Fernando Pessoa e mais os planetas desertos, que também mandam coisas, para os digerir e cuspir na caixa preta.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

Pub