Mangualde e a reflorestação do Santo António dos Cabaços

por Rua Direita | 2017.12.01 - 11:44

 

 

 

Marco Almeida, presidente da União de Freguesias de Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta, a segunda maior junta do distrito, com mais 10 mil fregueses, com Margarida Silva, ao encontro de estratégias técnicas para implementar e viabilizar projectos agendados aquando da sua candidatura.

Desta feita, o cenário foi a Serra de Santo António dos Cabaços, propriedade desta Junta e um dos espaços flagelados pelos incêndios. A sua vizinhança com o Parque Industrial, em S. Cosmado, e a festa religioso-popular do Santo António dos Cabaços, dá a esta zona um cariz de prioridade, visando o destaque festivo-religioso desta tradição pastoril e, ao mesmo tempo, a recuperação florestal, pelo repovoamento e criação de um espaço lúdico, desportivo e de lazer para os mangualdenses.

Deixamos em nota a descrição de António Tavares e o filme de JM Amaral sobre a referida romaria.

 

Santo António dos Cabaços
A capela da serra dos Cabaços, em Mangualde, é devota a Santo António. De facto, por ali ter aparecido a imagem de tão venerado santo, o Vigário Jozé Rebello de Mesquita, da paróquia de São Julião de Mangualde de Azurara da Beira, mandou construir uma capela que fosse digna de lá ser celebrada missa. Também a mesma ficou sob a sua administração. Chegam-nos estas notícias pelo próprio punho do Vigário, em resposta dada a inquérito paroquial, datado de 9 de junho de 1758. No verão de 1759 foi a capela benzida e colocada ao culto.
Naquela época, e ainda antes da construção da capela, era já grande a afluência de piedosos cristãos que, em romagem diária e aos dias santos, ali iam venerar o santo e fazer oferta de muitas prendas.
Hoje, são muitos os pastores que, levando os seus rebanhos enfeitados ao som de muitos chocalhos, e outros visitantes que, em romaria, ali acorrem, numa tradição já secular e que pode ser participada a cada dia 13 de junho.
O templo tem traça típica das pequenas capelas da época barroca, de uma beleza arquitetónica excecional que lhe é conferida pela sua peculiar e característica planta.
 
Coordenadas geográficas: 40º 36.603 / 7º 47.522
António Tavares
Gestão e Programação do Património Cultural

 

Filme de JM Amaral

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