Mangualde – Casa dos Condes

por Rua Direita | 2017.03.17 - 09:20

 

«Mangualde, o nosso património!»

CASA DOS CONDES DE MANGUALDE

AUTARQUIA QUER APROXIMAR A POPULAÇÃO DO PATRIMÓNIO MANGUALDENSE

 

De forma a dar a conhecer o que belo existe no concelho, e aproximar a população do património mangualdense, a Câmara Municipal de Mangualde promove mensalmente a campanha «Mangualde, o nosso património!». No mês de março o destaque vai para a ‘Casa dos Condes de Mangualde’.

 

Casa dos Condes de Mangualde

Construída no século XVIII, sob planta retangular, é na fachada que se concentra todo o ânimo decorativo. As janelas, estendidas ao longo da fachada, têm avental e vergas curvas que as encimam. Pela escadaria exterior acede-se ao portal principal, rematado pelo frontão que, em semicírculo, rompe a linha do telhado. Aí se patenteia o brasão dos Amarais e Saraivas.

A fachada posterior deita sobre o sossegado jardim, onde os labirintos e as formas moldadas por entre o buxo e as plantas ornamentais, junto ao tanque de água, bem ao gosto barroco, convidam a um tranquilo e repousante fim de tarde.

É Fernando de Almeida Cardoso de Albuquerque, 2º conde de Mangualde, que compra este solar, já no século XIX, aos herdeiros de Bento José do Amaral, passando, assim, a ser a residência dos condes de Mangualde. Fernando Albuquerque era filho de Francisco de Almeida Cardoso e Albuquerque, 1º Visconde, em 1889, e 1º Conde de Mangualde, em 1905, natural de Mesquitela, e que fora Presidente da Câmara Municipal de Mangualde e Governador Civil de Viseu.

Atualmente, a casa encontra-se convertida ao turismo de habitação e está classificada como Imóvel de Interesse Municipal, desde 2010.

António Tavares

Gestão e Programação do Património Cultural

 

Com esta campanha todos ficam mais próximos do vasto esplendor patrimonial do nosso concelho. Nesse sentido, continua a ser colocada, em vários pontos de encontro do concelho, informação sobre o monumento/património apresentado. O património material e imaterial vai sendo apresentado consoante a categoria com a qual foi classificado: arqueologia, pelourinhos, fontes, palacetes e religiosos, bem como outros bens patrimoniais. Cada categoria será representada por uma cor que a distingue das restantes.

Foram já vários os bens patrimoniais destacados por esta campanha nos últimos três anos. Deixamos de seguida apenas alguns exemplos. Em maio último destacamos a Igreja de São Silvestre de Pinheiro de Baixo e de Cima e Picota: tecnologia antiga, no mês de junho, os Vestígios de Outrora: Vila Nova de Espinho, em agosto Paredes que falam da História, em setembro o Santo António dos Cabaços. As últimas campanhas contemplaram a Arquitetura modernista em Mangualde, Tribunal de Mangualde e Português Suave. Ao arrancar 2017 o destaque foi para os Refrigerantes Condestável… de Abrunhosa do Mato no mês de janeiro e para os Bordados de Tibaldinho… património das culturas populares, no mês de fevereiro.

 

 

 

Sofia Monteiro

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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